Notícias | Covid-19
Repórter fotográfico varginhense é vacinado contra a Covid-19 nos EUA e comenta experiência e perda do pai pela doença
Iago Almeida / Varginha Online | 24/05/2021 - 14:27:51

O repórter fotográfico de Varginha, Tiago Lopes, de 34 anos, que está realizando trabalho internacional, foi vacinado com as duas doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 nos Estados Unidos. Ele está no país para cobrir eventos especializados de esportes radicais e aproveitou para ser imunizado, após dica de convite de amigos. Em entrevista exclusiva ao Varginha Online, ele contou sua experiência.

 
"Quando eu cheguei na Flórida, os meus amigos me disseram: "se você quiser tomar, você pode tomar". E aí eu disse que iria tomar, pois tive o problema dentro da minha casa, apesar que tive contato direto com meu pai e não peguei a doença. Foi muito tranquilo, fiz um apontamento digital (agendamento) no site de uma farmácia daqui (EUA), e tomei a primeira dose", contou ele.
 
Segundo o varginhense, a segunda dose foi aplicada depois de 16 dias, pois ele saiu da Flórida para continuar seus compromissos. "Eles marcaram a segunda pra depois de 15 dias, só que como estou fazendo várias regiões, saí de Orlando e fui para Delray Beach, próximo de Miami, e aí na segunda dose eu avisei, eles me deram a farmácia mais próxima e eu tomei depois de 16 dias, no dia 17 de maio", explicou.
 
 
Citado pelo fotógrafo, seu pai acabou contraindo o vírus e faleceu no dia 22 de fevereiro, após 21 dias internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Varginha. Ele contou que o pai tinha 68 anos e não apresentava comorbidades, entretanto, escondeu os sintomas da doença, o que acabou fazendo com que ele piorasse e fosse internado no dia 29 de janeiro. 
 
"Ele só tinha um problema de coluna, estava com muitos problemas para caminhar nos últimos anos, quase parando de caminhar, e acabou por pegar a Covid-19. Só que ele escondeu da gente, que estava com sintomas, e quando deu febre já era tarde demais, já estava com quase 90% do pulmão tomado, e veio a falecer. Ele morreu nos meus braços, inclusive", enfatizou Tiago. 
 
Para entrar nos Estados Unidos e conseguir a vacina, o fotógrafo precisou fazer Quarentena no México, onde estava com a mulher, os dois filhos e a enteada. O filho mais novo do casal, entretanto, não possui visto e o restante da família precisou voltar ao Brasil. 
 
 
"A minha família me deu total apoio. Pra vir pros Estados Unidos eu tive que fazer quarentena no México, e no último dia fiz o teste no México e testei negativo. O consulado estava fechado por conta da pandemia, então não conseguimos retirar o visto do meu filho mais novo. Então, do México eles voltaram para o Brasil", contou.
 
Já é o quarto ano de experiência internacional para Tiago, que começou em 2018. Ele trabalha como Repórter Fotográfico Esportivo, focado em esportes radicais em duas rodas, como motos e bicicletas. Ele atua em um site que nasceu em Varginha há 15 anos e hoje, é a maior mídia da América Latina voltada para o seguimento de esportes em duas rodas (o Off-Road).
 
"A gente trabalha basicamente com esportes como Motocross, Trilha, Enduro, Mountain Bike, dentro do Brasil, onde rodo os quatro cantos do país. Já cobrimos provas de campeonato mundial, de bike e de moto. Hoje nosso carro chefe é a moto, são os esportes de moto, principalmente com o motocross. E aqui nos Estados Unidos nunca paramos. Os eventos deram uma pausa no momento mais crítico da pandemia em 2020 e agora este ano, na segunda onda, não pararam, eles acharam um jeito de fazer as coisas com segurança, aqui as coisas funcionam muito melhor que aí (no Brasil)", completou.
 
 
Além disso, ele enche seu coração de alegria ao citar que o pai foi seu incentivador e que a força recebida em casa o empurrou para seus sonhos. "A gente era muito ligado, ele me ajudou muito nessa trajetória do Show Radical. Antigamente tinha um jornal que a gente entregava em todo comércio de Varginha e ele me ajudava a entregar, o que me ajudou muito a empurrar esse meu sonho", comentou.
 
Agora, ele está na Califórnia, onde participa da abertura do Campeonato Americano de Motocross (AMA Motocross), seu último evento nos Estados Unidos antes de retornar ao Brasil, já com as duas doses da vacina tomada. 
 
 
"Como eu viajo muito no Brasil, devido ao esporte e aos eventos, já fico mais tranquilo. E aqui nos Estados Unidos, quem já tomou a segunda dose, depois de 15 dias, pode ficar sem máscara, vida normal. A sensação é de alívio, de já ter conseguido vacinar. Aqui é muito fácil, muito prático, sem burocracia. Pelo contrário, ele estão aqui oferecendo tudo para pessoa vacinar", encerrou.
 

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