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Com assessoria | 20/01/2019 - 09:30:14
ET de Varginha 23 anos: Relembre um dos casos da ufologia mais conhecidos do mundo
Foto: Márcio Borges / Varginha Online
Varginha ficou mundialmente conhecida pelo caso, que nunca foi esclarecido. (Foto: Márcio Borges / Varginha Online)
Completando 23 anos neste domingo (20), um dos casos de ufologia mais conhecidos e estudados no mundo ainda é cercado de mistérios. Pesquisadores continuam a apontar evidências que mostrariam que o governo e os militares brasileiros escondem a verdade por trás do ocorrido. 
 
Como o Exército, principal instituição governamental envolvida no caso, nega a presença de extraterrestres e OVNIs, os moradores, testemunhas e ufólogos são os personagens que descreverem em detalhes a sua versão do caso. Mesmo com algumas diferenças, a maioria dos sites especializados em UFOs (termo em inglês para OVNIs) possui em comum algumas datas e acontecimentos descritos abaixo:
 
Alguns dias antes de 20 de Janeiro de 1996. Uma movimentação de UFOs é detectada pelo sistema de rastreamento por satélites dos EUA. Descobre-se que o foco das movimentações é o Brasil, no Sul de Minas Gerais. As Forças Armadas Brasileiras são alertadas.
 

 
Dia 13 de Janeiro de 1996, uma semana antes dos principais acontecimentos em Varginha,o piloto de ultra-leve, Carlos de Souza, de São Paulo, vê um artefato alongado e sem asas a menos de 15 km do trevo que liga a Rodovia Fernão Dias à estrada que dá acesso a Varginha. Passa a seguir visualmente o objeto, que parecia em dificuldades, alternando altitude e rota, com uma abertura em sua parte anterior de onde saía uma névoa. Na direção de Belo Horizonte, após 10 km do trevo de Varginha, observa que o objeto desaparece atrás de morro, na Fazenda Maiolini. Tomando a estrada sem asfalto, vê vários destroços metálicos sendo recolhidos no pasto por Militares. No local havia dois caminhões, um helicóptero e uma ambulância do exército.
 
Um pedaço maior do objeto acidentado, do tamanho de um automóvel, é colocado na carroceria do caminhão. Milhares de pequenos pedaços e destroços espalham-se pelo pasto. Carlos de Souza é abordado por militares pedindo que se retire do local e “esqueça do que viu”. Voltando ele pára num posto de gasolina e é novamente abordado por dois homens, que aconselham-no a não comentar, com quem quer que seja, o que presenciou.Esse depoimento não foi confirmado por outros, ficando isolado, após as investigações dos ufólogos nas fazendas, sítios e casas daquela região.
 
20 de Janeiro de 1996, por volta de uma da madrugada. A Sra. Oralina Augusta de Freitas sai na janela da sede da fazenda de propriedade do Sr. Castilho, situada a 10 km de Varginha, à beira da rodovia que liga a cidade à Fernão Dias. O gado estoura, correndo em disparada. Ela observa um artefato alongado, que soltava uma névoa de uma parte que parecia “rasgada”, à frente da fuselagem.
 
Grita pelo marido, Eurico Rodrigues de Freitas, que dormia. Eurico também avista o objeto, que pairava sobre o pasto a no máximo cinco metros. Para percorrer um espaço de aproximadamente 500 metros, o objeto leva quase quarenta minutos. E desaparece após o morro, na direção da cidade.
 
20 de Janeiro de 1996, 8:30 hs. Seis homens do Corpo de Bombeiros de Varginha dão busca a um “bicho” avistado por alguns populares, primeiramente na base de uma construção, no Bairro Jardim Andere. Depois, a “criatura” é avistada movendo-se lentamente, na direção de um eucaliptal pertencente ao Sr. José Gomes, após a linha férrea, no grande pasto nos fundos do Jardim Andere.
 
Um homem, o operário de construção Henrique José, testemunhou todo o incidente do terraço de uma casa vizinha ao parque e mais tarde, contou aos investigadores que quatro bombeiros encurralaram a criatura com suas redes, aprisionaram-na em uma caixa de madeira e depois a entregaram aos militares.
 
Após cerca de duas horas de procura, Bombeiros localizam o “ser” e o apanham numa rede para captura de animais. Um caminhão de transporte de tropas da Escola de Sargentos das Armas, também está no local. A “criatura” é colocada numa caixa na caçamba, coberta por pano ou lona e emite uma espécie de zumbido.
 
O caminhão sai em disparada para Três Corações e entra na Escola de Sargentos das Armas. 
 
20 de Janeiro de 1996, por volta de 13 hs. O Sr. “X”, que fazia caminhada pela região do final do Jardim Andere e pelos pastos das proximidades, avista seis homens com trajes militares em formação de busca, portando fuzis automáticos e outras armas, exatamente próximo do eucaliptal onde se dera a primeira captura.
 
Correndo em busca de um ponto melhor de observação, o Sr. “X” ouve três tiros de fuzil. Logo depois avista aqueles homens subindo pelos terrenos anteriores ao pasto, carregando dois sacos. Num deles algo se mexia.
 
20 de Janeiro de 1996, 15:30 horas. Liliane Fátima Silva (16 anos na época), sua irmã Valquíria Aparecida Silva (14) e Kátia Andrade Xavier (22), tentam caminho mais curto para o bairro Santana, vizinho ao Jardim Andere. Ao passarem ao lado de uma oficina mecânica, na Rua Benevenuto Braz Vieira, duas quadras acima do pasto e eucaliptal, param surpresas diante de uma “criatura” cuja pele brilha como se estivesse bezuntada com óleo. O “ser”, de olhos vermelhos e arredondados, saltando para fora das órbitas, sem pupila e íris, agachado ao lado do muro da oficina mecânica, volta lentamente a cabeça na direção das garotas. Elas não se recordam de características de boca e nariz daquele “ser”.
 
Com veias arroxeadas e saltadas à altura das espáduas, com longos e finos braços e pés enormes, traz na caixa craniana avantajada três protuberâncias, dando a impressão de chifres.As três garotas gritam e disparam em direção à sua residência, onde chegam em prantos e em pânico.
 
20 de Janeiro de 1996, 17:30 hs. Uma chuva torrencial com queda de granizo amedronta a população. Depois do temporal dois militares chegam ao terreno onde as três garotas tinham avistado o estranho ser. Algo com cabeça, tronco e membros, passa pela frente do automóvel e tenta esconder-se no pasto.
 
O policial Marco Eli Chereze, 23 anos, corre e agarra a criatura pelo braço, colocando-a no banco traseiro do carro e levando para o Hospital Regional. A movimentação da Polícia, Bombeiros e do Exército causa histeria no hospital, onde doentes são transferidos de alas e funcionários instruídos a se calarem. 
 
21 de Janeiro de 1996, madrugada. O “ser” é transferido para o Hospital Humanitas, em ambulância, sem alarde. Do Humanitas o “material” é retirado na segunda-feira seguinte, dia 22, por volta de 17:30 horas.
 
A “criatura” está morta. O transporte começa com a colocação do “ser” numa caixa de madeira, coberta por lona plástica e colocada na caçamba de um caminhão de transporte de tropas, cuja traseira estava no portão dos fundos do hospital. Vários veículos militares e alguns civis fazem parte do comboio. Pessoas trajadas com roupas brancas e máscaras médicas, estão presentes.O ser exala um insuportável cheiro de amoníaco.
 
O comboio parte para a cidade de Três Corações e para dentro da Escola de Sargentos das Armas.
 
Dia 23 de Janeiro de 1996, às cinco da manhã. O mesmo comboio parte para Campinas-SP, conduzindo duas cargas. O cadáver retirado do Hospital Humanitas e uma caixa ventilada contendo algo vivo. Após parada na Escola Preparatória de Cadetes, em Campinas, outros veículos militares conduzem o “material” para as instalações da UNICAMP. Durante uma semana uma equipe de pesquisadores e cientistas cuida de análises, exames e testes nas “criaturas”. Dela faz parte o conhecido médico legista Prof. Fortunato Badan Palhares. Trabalhos são realizados no “material” inclusive em um laboratório com instalações modernas. Não se sabe o destino de tais “seres” após Campinas. 
 
Em 7 de fevereiro de 1996, Marco Eli Chereze submete-se a uma cirurgia para retirar uma pústula da axila direita. Com fortes dores e início de paralisação, é internado e morre oito dias depois, de tromboembolia séptica pulmonar, conforme conclusão de necropsia. No sangue é detectada a presença de 8% de cultura desconhecida, uma vez que o policial fora vítima de infecção generalizada.
 
Em 21.04.96, o Dna. Terezinha Gallo Clepf , em um restaurante dentro do zoológico de Varginha viu uma estranha criatura, idêntica àquela vista pelas jovens, com uma única diferença, tinha uma espécie de capacete na cabeça. Na época, morreram estranhamente dois veados, uma anta, uma jaguatirica e uma arara azul. Após as análises, não foi descoberta a causa para essas mortes. 
 
A versão oficial – Em 11 de março de 1997, Maurício Antônio Santos, 44, comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar de Varginha, em depoimento à ESA de Três Corações, afirmou que o suposto extraterrestre observado pelas meninas era, na verdade um cidadão varginhense de trinta e poucos anos conhecido como “Mudinho”. Sofrendo problemas mentais, Mudinho costumava andar agachado pelas ruas do Jardim Andere, recolhendo bitucas de cigarro e outros objetos do chão.
 
Mudinho, cidadão de Varginha que teria sido confundido com um extraterrestre
 
“É mais provável a hipótese de que este cidadão, estando provavelmente sujo, em decorrência das fortes chuvas, visto agachado junto a um muro, tenha sido confundido, por três meninas aterrorizadas, com uma ‘criatura do espaço’”, registra o depoimento do comandante. Já a intensa movimentação de bombeiros e policiais militares (ele não cita o Exército) é atribuída às fortes chuvas daquele dia.
 
Os ufólogos argumentam que, no dia da aparição do ET, também houve tráfego intenso de caminhões da ESA de Três Corações em Varginha. No IPM, os militares rebatem: os veículos realmente foram deslocados, mas para manutenção na concessionária da Mercedes Benz na cidade. Uma nota fiscal de 432 reais referente aos serviços de alinhamento e balanceamento em oito caminhões foi anexada aos autos.
 
Além de dizer que a chuva ainda não havia começado no momento em que as meninas viram o suposto ET, Covo argumenta que a concessionária da Mercedes Benz costumava fechar nos fins de semana. Dia 20 de janeiro de 1996 era um sábado. Além disso, alegam os ufólogos: no IPM, o endereço da empresa “Automáco Comercial e Importadora LTDA.” que aparece em uma nota do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo (SIAFI) é diferente do que revela a nota fiscal presente no inquérito. Todos os casos ufológicos já documentados no Brasil constam de uma tabela do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), que quantifica desde 1952 o número de registros por ano. Curiosamente, o ano de 1996 é o que apresenta mais registros ufológicos: 65.
 
A palavra final foi dada pela juíza militar Telma Queiroz. Amparada pelo papelório que investigou o caso, ela declarou, em 4 julho de 1997, que o ET de Varginha nunca existiu. Depois de determinar o arquivamento da investigação, encerrou: “A estória é tão inverossímil que serviu de tema para o programa ‘Casseta & Planeta’”.
 
Notícias envolvendo o ET de Varginha

 

 

 

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