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Gazeta de Varginha | 02/08/2012 - 17:42:33
Entrevista com o candidato a prefeito pelo PT, Eduardo Corujinha
Foto: Gazeta de Varginha
(Foto: Gazeta de Varginha)

Gazeta: O seu antecessor Mauro Teixeira, quando disputou a reeleição, possuía um dos maiores índices de aprovação junto a população, já o senhor não apresenta os mesmos números positivos em sua disputa a reeleição. A que se deve isso? E como o senhor pretende reverter esta avaliação a menos de dois meses das eleições?

Candidato: É importante lembrar que cada um tem seu estilo, cada um tem o seu modo, eu tenho na figura do Mauro um exemplo, participei das primeiras administrações dele, como secretário de saúde que fui, foi um momento que a gente trabalhou, e que fizemos realmente a mudança do perfil do atendimento não só da saúde, mas da parte social de Varginha. Na condição de vice prefeito quando ele disputou a eleição, eu estava junto com ele, acredito que também participei daquele processo, com a boa avaliação que tivemos na parte de saúde. Tenho convicção que na campanha que estamos iniciando agora, o objetivo nosso é mostrar o que não foi mostrado durante a nossa administração, priorizamos todos os bairros, principalmente os bairros mais carentes, com investimentos federais, estaduais e também municipais em todos os pontos da cidade. Objetivo agora é transformar isso de uma forma mais pública, mais divulgada, essa pode ter sido uma das falhas do nosso governo em termos de divulgação, tenho convicção que a partir do momento em que mostremos os serviços, vão interferir na opinião pública, e nessa linha que é o melhor projeto, um projeto que começou há três mandatos, com essa história que você citou, é interessante fazer uma homenagem ao Mauro, pois foi ele quem começou esse processo. Sobre essas questões de índices de aprovação em termos de pesquisas, nós já participamos de três disputas eleitorais, e em todas elas estávamos eu, na comissão de prefeito e principalmente o Mauro no primeiro mandato, ele sempre começou com índices de pesquisas baixas, e isso vai ser revertido, porque é assim que a gente funciona, nós somos de chegada, nós temos convicção que a população vai entender nosso recado com a campanha que agora vai se iniciar.

Gazeta: Embora fosse esperada e natural sua candidatura a reeleição, a definição do seu vice foi demorada, conturbada e ainda assim não agradou a todos. Trouxe problemas à construção da chapa? Como esta a união e satisfação em sua base de aliados? Houve dissidentes? Como recuperá-los?

Candidato: Na verdade todos os partidos que participaram desse processo de criação da nossa unidade, da nossa chapa, foi de uma forma muito transparente, com a presença de todos, inclusive de lideranças tradicionais em cada partido, entendendo que haveria ali um consenso entre os nomes. Havia, e isso me deixou muito feliz, os nomes de candidatos à vice, eram extremamente qualificados, eram nomes de respeito e que eu tenho também um respeito por todos eles. Interessante que é um processo democrático, onde a escolha de vice é pra apenas uma vaga, logicamente que isso teve uma discussão entre todos os partidos, vocês participaram, e nós entendemos que naquele momento, seguindo um projeto que vocês mesmos testemunharam de ter um alinhamento com o governo federal, de alinharmos partidos que estão diretamente ligados ao executivo federal, então nessa linha, a nossa decisão, em conjunto com todos os partidos alinhados foi na figura do Rogério Salomé que eu tenho um respeito muito grande, representa o PMDB, representa o partido do Michel Temer que é o vice presidente da república, e nessa linha eu tenho muita tranquilidade em falar que naquele momento, como uma escolha precisava ocorrer em nome de uma pessoa só, todos os outros partidos entenderam também, que uma composição de governo não se faz só com aliança pra uma vaga como a questão do vice, existiu também  um trabalho envolvendo aliança dos vereadores, que acredito que fomos muito felizes e agradecemos a todos os partidos, a todos os presidentes de partidos, a todos os candidatos a vereadores, na composição dessa chapa, de terem entendido que é para um bem maior da cidade, e não para interesses pessoais que a gente queria deixar isso muito claro. O nosso projeto, a nossa escolha não só de candidatura a vice, como também composições da proporcional foi por um interesse coletivo da cidade.

Gazeta: O senhor busca a reeleição, e por ser prefeito tem maior informação da prefeitura. Porque a dívida pública do município aumentou? Qual o valor atual da dívida pública municipal? E como quita-la?

Candidato: Gostaria até de ter esses dados, até pra eu trabalhar em qual numero você está falando. Porque quando se fala de divida pública nós podemos englobar inclusive questões de Inprev e coisas do gênero, só que é importante lembrar que essa questão da divida publica envolvendo  Inprev, não foi iniciada por nós foi de outras administrações, nós estamos cumprindo dentro de uma meta de lei de responsabilidade fiscal desde que também não comprometa os projetos nossos pra saúde, educação, entendendo que, há uma meta fiscal e nós estamos cumprindo, e eu gostaria de saber com mais detalhes esses números, que eu aqui de uma forma muita tranquila estou contrariando essa informação, mas ela precisa ser um pouco mais detalhada.

Gazeta: depois de anos de gestão petista algumas obras iniciadas pelo PT como o aterro sanitário, o ginásio do melãozinho, o museu do ET, as mudanças no trânsito e o parque dos dinossauros, não estão concluídas. Porque estas obras foram paralisadas e quando serão concluídas?

Candidato: É importante lembrar cada uma delas que você acabou de citar. O ginásio poliesportivo e não melãozinho, é um ginásio de uma grande obra, quando inicialmente foi proposto por nosso prefeito anterior, que era nosso querido Mauro, era uma quadra, era um projeto menor, e pelo tamanho da infraestrutura proposta ali, ela realmente precisou ter algumas adequações, inclusive recursos federais, logicamente externos, pra que não comprometesse os recursos municipais nessa obra. Então o ginásio municipal, as pessoas que passarem por lá, percebem uma fase de complementação, principalmente da parte de cobertura, é uma infraestrutura, que tem um design semelhante ao que é utilizado em aeroportos, com uma tecnologia diferenciada, com uma empresa extremamente especializada nesse setor, e eu os convido a passarem por lá e verem a armação dessa cobertura, para que ela possa passar pelo processo de cobertura. Outra fase, que é a fase de fechamento final, também de recursos federais, na ordem de mais de dois milhões de reais já foram aportados, já foram reservados pelo deputado Odair Cunha, no intuito de deixar clara a população, em que pesemos também nós, principalmente nós, temos o maior interesse em agilidade dessas grandes obras, mas sem que comprometa recursos municipais, e sim trazer pra cá recursos federais, que também existe um burocracia nesse sentido e que nós estamos acompanhando.  Em relação ao aterro sanitário, também é um projeto muito importante para a cidade, nós fizemos pela primeira vez, definição do aterro controlado que hoje está dentro das normas, e queremos sim, fazer com que o aterro sanitário entre em operação. Deixar claro que em março de 2012 entramos com um projeto de lei na câmara municipal para ter uma aprovação de um possível convênio de operação do aterro com a Copasa, isso infelizmente não foi ainda discutido, já entramos em contato com a comissão responsável por esse setor, mas percebemos que há uma lentidão nesse sentido. Pra que a gente não fique fora de cumprir nossas metas junto aos órgãos ambientais, principalmente a supram, inclusive hoje estive com o gerente regional da Supram, Luciano, pra nos informar como está nossa posição junto a Supram e há provavelmente um entendimento de abrirmos um processo licitatório pra cumprir a meta de operação do aterro sanitário. Importante lembrar que nessa parte ambiental, muitas coisas foram feitas e queremos destacar em função da questão do aterro, as pessoas anteriormente depositavam isso décadas, todos sabem que o antigo lixão, que hoje não existe mais, era um depósito de pneus, na nossa administração, o destino final dos pneus, em parceria a uma empresa privada, chamada CSI, fez com que houvesse o recolhimento de todos esses pneus a um depósito, para que não tenho risco, inclusive de dengue, e esse materiais começam a ser direcionados para um processo de reciclagem, podendo ser utilizados em composição de mantas asfálticas e formação de tapetes e carpetes esportivos, que é um dos grandes objetivos daquele pó do pneu. É importante as pessoas lembrarem que na parte ambiental estamos abrindo um processo relacionado ao resíduo da construção civil que é uma grande situação poluidora, esses resíduos também já estão fazendo parte de um processo de reciclagem, pra que possa retornar pra construção civil e também para a prefeitura, ajudando a projetos sociais na área de construção e de edificações sociais. Quero lembrar que retomamos um projeto, que sempre me lembro da figura do Mauro, que era a questão do biodiesel, hoje em parceira com uma empresa chamada Abdiesel, retomamos o processo não só de transformar o óleo, não mais vindo da mamona que era o projeto inicial, e sim do óleo comestível, que muitas vezes é jogado nas redes fluviais, e isso atrapalha muito o meio ambiente, nessa linha quero reforçar a importância da reabertura dessa usina de biodiesel. Os convido a passar por lá, há uma fase de parcerias com universidades federais, principalmente a Ufla, com o intuito de desenvolver uma linha de produção que possa atingir a todos. O parque dos dinossauros que hoje se encontra no Padre Vítor, não pode ser visto de uma forma isolada, nós estamos falando do Sion e do Padre Vítor em conjunto, muitas ações nós fizemos naquela região, valorizando em parceira inclusive com a Suap, que são os recuperando do sistema prisional, renovamos o convênio para que eles pudessem nos ajudar, não só na manutenção do parque mas na urbanização e manutenção de outras praças próximas daquela região. A região do Padre Vítor, envolvido com os projetos que encaminhamos pra lá, infinitamente são superiores a essa demanda que precisamos estar ali mantendo, e não tenho como não falar da UPA, da Unifal, do restaurante popular que é um projeto que estamos retomando, da eletroplastic do lado da região do Padre Vítor, pra valorizar aquele bairro, então eu vejo o bairro, não só o parque, como uma área da cidade que nunca teve tanta valorização, é certo que o parque, assim como o parque São Francisco, que retomamos um processo envolvendo um estudo, que é um estudo que nunca foi feito nesse parque, é o plano de manejo, a parte ambiental do parque padre Vitor se une com o parque são Francisco através de um plano de manejo, pra que a gente possa obter a preservação não só das águas, das nascentes, como também dos animais e da flora local. Quero que você registre também, quero justificar a todos, que nunca captamos tantos recursos federais para a nossa cidade, muitas dessas obras que você citou, elas são de captações de recursos federais, e se formos enumerar mais ou menos 40 ou 50  obras, elas ficam em destaque, porque foram elas que residualmente tiveram problemas, inclusive com os fornecedores que fizeram essas obras , as pessoas tem que conhecer como funciona a máquina da prefeitura de Varginha, porque quando uma empresa inicia uma obra, tem infelizmente situações de risco mercadológico, muitas vezes colocam preços abaixo pra ganhar a licitação, e isso durante a execução da obra acaba sendo um problema, não só pra empresa mas para a prefeitura. Eu inclusive desafio e convido as pessoas a procurarem as documentações relacionadas ao memorial do ET pra que entendam essa justificativa. Mas paralelamente a isso, o memorial está vinculado a um contexto turístico, não podemos falar que turisticamente essa exploração foi o insucesso na questão da obra, não pode contaminar todas as captações turísticas que nós fizemos. Estou falando como prefeito e também candidato, os projetos  eu tenho que fazer a justificativa e tenho que mostrar quais são as ações futuras nesse sentido. Retomada do memorial do ET ainda esse ano, com empresas, mas cumprindo as normas legais de retomada de processo licitatório, inaugurando ainda esse ano, não por uma questão pré eleitoral, a nossa casa do turista, que se encontra anexo a um do núcleo do clube da amizade, debaixo da igreja matriz, pra que ali seja uma sede de informações e da secretaria de turismo, completando o que seria esse conjunto de obras na parte turística, que o memorial do ET tem como objetivo.  Pela primeira vez o município de Varginha recebe ICMS turístico com nunca recebeu, o ICMS é a prova concreta de que investimos no turismo e isso foi reconhecido pelo governo do estado, fazendo com que recursos chegassem a nosso município através do fundo municipal de turismo que pela primeira vez foi criado, e isso é mostrado dentro da própria cidade, através de logradouros de orientação turística, como o próprio teatro capitólio, nosso museu, nossas conquistas na parte turística. É importante lembrar que estamos esse ano inaugurando um novo terminal de passageiros. Nessas grandes obras que são importantes pra nós e que precisamos terminá-las, não podemos ocultar as outras dezenas que trouxemos e que foram ocultas, como a UPA, a Unifal, Cefet, a retomada do teatro capitólio, e outras dezenas que eu poderia falar com muita tranquilidade, mas é natural que haja esse questionamento e estamos aqui para informá-los.

Gazeta: Na campanha a prefeito passada em 2008, o senhor prometeu, entre outras coisas, a construção de uma ciclovia onde hoje temos a linha férrea abandonada. A obra prometida nem começou! O que aconteceu? Qual a diferença desta promessa não realizada para as que o senhor promete hoje?

Candidato: Quando você inicia um projeto de campanha, você enumera uma série de metas que você quer atingir. O que ocorre é que o projeto ciclovia que está em pé, fomos nós que conseguimos, depois de dois anos de nossa administração uma autorização da ANTT, e também do DNIT ferroviário autorizando a obra, agora essa autorização não vem necessariamente com o dinheiro, o dinheiro vem de captações de recursos externos, através do governo federal, esse projeto continua, essa liberação precisou de dois anos para que pudesse ser permitida, como o governo federal que é nosso financiador pra que obras como essa, que ficam em torno de 3 a 4 milhões de reais não saia de recursos municipais, até porque outras prioridades ocorreram nesse projeto, como é  nosso projeto, trabalhando na questão da saúde e da parte social. O governo federal na linha de raciocínio de financiamentos pra copa do mundo e pras olimpíadas, ele priorizou cidades acima de 350 mil habitantes para obras desse porte. A infraestrutura do país, principalmente pra dar suporte à copa do mundo, foram priorizados para portos, aeroportos e metrôs, nesse sentido o recurso para cidades com menos de 350 mil habitantes, principalmente ciclovia, elas não foram liberadas pelo governo federal, logicamente estamos trabalhando pra que isso seja feito no segundo momento, pra que não comprometa os recursos municipais. Projeto ciclovia eu tenho com muito carinho, fomos nós que conseguimos essas liberações na campanha, o nosso sonho é completar a ciclovia, por isso que a gente pede um segundo mandato. A gente sabe onde é a fonte daquele recurso e as justificativas para que ele não tenha ocorrido, porque há muita informação distorcida de pessoas que não tem conhecimento nenhum de nada, e que sei a sala, sei a pessoa que tenho que falar, e não posso ficar permitindo que em momentos eleitorais as informações cheguem incompletas.

Gazeta: as principais obras realizadas em varginha são de financiamento estadual e ou federal. Aparentemente, a prefeitura gasta seu orçamento apenas no custeio da máquina pública. Em sua gestão, qual grande investimento foi custeado apenas  com recursos municipais?

Candidato: Nunca se captou tanto recurso federal e municipal, isso é provado não só pelas inúmeras agendas que tive com ministros, e isso também foi o mesmo modelo que o Mauro nos ensinou, tem que sair daqui pra captar esses recursos externos. As pessoas devem entender que em qualquer projeto existem contrapartidas, porcentagens municipais de contrapartida, que em um montante grande dessas obras elas são impactantes. O governo municipal de todas as cidades do Brasil tem que investir 15% na saúde, e a gente nunca investiu menos de 15%, na educação é obrigado, se não o prefeito é cassado, a investir 25% , esse é o piso mínimo, o restante fica pra folha de pagamento da máquina pública, por isso que vamos atrás de inúmeros recursos, pra que esse 1, 2, 3%, que teoricamente pode restar nessa balança de números, eles são investidos na infraestrutura, priorizando sempre a questão social e da  saúde.  Administrar uma cidade  como Varginha, é um grande desafio mas é uma paixão, se estamos falando aqui só de problemas, é porque a gente encara esses problemas de frente, é por isso que estou colocando nosso nome, nosso projeto a disposição, é porque é um projeto que começou priorizando a parte das pessoas mais humildes, eu participei desse projeto, eu que tive o desafio, juntamente com o Mauro e uma grande equipe, de mudar o conceito de prioridades. Por isso que as pessoas quando vão na UPA hoje, a pessoa se confunde se está entrando em um consultório particular em um primeiro momento.  O grande desafio é aumentar os investimentos na questão de treinamento de recursos humanos e fazer com que esse resíduo que compete ao município em relação a questão orçamentária seja priorizado pro próprio funcionalismo na linha de capacitação e motivação profissional.

Considerações finais

Agradecer o apoio, a oportunidade de estarmos aqui falando com o jornal gazeta, agradecendo o apoio que nós tivemos nessa administração como prefeito, entendendo que a democracia se faz com liberdade de imprensa, de uma forma ética, que não tenha nenhum outro tipo de interesse, e eu usamos esse espaço pra agradecer, não só a imprensa de Varginha como também do Sul de Minas, que tem dado inúmeras mensagens de motivação e é nessa linha que a gente vai pra uma reta final de eleição, que agora que tá esquentando mesmo, e a minha motivação é a maior possível, porque eu sei que meu projeto é o melhor pra Varginha e é isso que motiva e me faz lutar.


 

 

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