Coluna | BRASILzão
Diego Gazola / Fábio Brito
Diego Gazola,(MTB-SP-44.350), é repórter-fotográfico.Graduado em Comunicação Social pela UMESP-SP, tem se especializado em fotojornalismo de viagens. Em cinco anos, já percorreu mais de um mil municípios em todo o Brasil para avaliação dos atrativos e documentação fotográfica dos Guias Turístico-Culturais da editora Empresa das Artes.As fotografias de Brasilzão são de sua autoria.
diegogazola@uol.com.br

Fábio Brito. Presidente da Empresa das Artes, editora com mais de 160 obras publicadas nos segmentos de turismo, meio-ambiente e cultura; de guias de viagem a livros de arte. Os textos de Brasilzão são de sua autoria.
fabiobritocritica@yahoo.com.br
Perambulando pelo Parque da Luz, em São Paulo
26/07/2007

Um verdadeiro Museu a céu aberto nos arredores da
Pinacoteca

Com vista para o Jardim da Luz, o simpático Café da Pinacoteca

Família leva o seu bebê para um contato com a natureza

Obras de renomados escultores estão espalhadas por todos os cantos

Conforme o olhar, temos a impressão de voltar à elegância do passado

Recentemente restaurado pela comunidade coreana, o Coreto devolve charme e tradição ao Jardim da Luz

O importante trabalho de restauro e de revitalização das edificações locais

Esculturas interagem com os transeuntes

Infelizmente o vandalismo e o desleixo na manutenção
comprometem a competência de orientação aos visitantes do Jardim

- Neste final de semana, desejo fazer algo diferente.

- Não entendi!

- Quero conhecer algo que me encante, um local que tenha história, que seja belo e que me dê a sensação de tranqüilidade, como nos velhos tempos.


Uma vista aprazível para quem deseja esquecer o corre-corre da vida paulistana

- Vou te dar uma sugestão. Conheça o Jardim da Luz, certamente o logradouro público mais aprazível da capital paulista, desde sua inauguração em 1825!

- Ué! Não é mais um parque como outro qualquer? O que há de especial por lá?

- Ali você tem a impressão de encontrar-se na França! Ou na Inglaterra!

- Puxa! É mesmo isso tudo? Por quê?

- O jardim francês amolda a natureza dentro de sua concepção artística e paisagística, enquanto o inglês imita a natureza e procura confundir técnica com realidade. Essas duas manifestações humanas retratam a diferença que existe entre os irmãos britânicos, ilhéus, e os gauleses oriundos de uma nação de filósofos, de democratas, de amantes da natureza e apreciadores de uma boa culinária.

- Vejo que você é completamente francófilo!

- Exato! Por isso, e por razões ainda mais especiais, um passeio pelo Jardim da Luz se transforma em uma verdadeira viagem cultural!

-Você está exagerando...


Manhã de sábado no Jardim da Luz em São Paulo

- Não estou, não senhor! Ali você encontra um verdadeiro museu a céu aberto, com esculturas de renomados artistas. Durante horas, pode percorrer as alamedas e apreciar as obras de Lasar Segal, as ousadias de artistas que conjugam mensagens de vida, de sobrevivência, de transformações e de adaptações naturais através da expressão sensível de habitantes dessa capital. Um espetáculo!

- Estou gostando!

- Calma, ainda não terminei! Um trabalho sério de revitalização desse lugar – que foi o "point" paulistano mais elegante do início do século 20 – está permitindo que, aos poucos, os intelectuais, a burguesia, os visitantes e turistas se deparem face a uma outra São Paulo: uma cidade sofisticada, de alma européia e de influências clássicas, o que se configura numa raridade na sociedade atual, em que a ordem do dia é o consumo exacerbado e o desdém pelo passado.

- Sim, mas e a má freqüência nas imediações?

- Está mudando. Algumas "belles de jour", de idade avançada, ainda circulam em meio ao grande público, porém sem molestá-lo. É quase que uma convivência democrática, onde cada qual acaba por apreciar a natureza existente no local e até consegue admirar as preguiças que agilmente passam de galho em galho naquelas árvores frondosas que povoam o Jardim da Luz.

- Está sendo irônico?

-Não! As preguiças são efetivamente ágeis, quando se deslocam em busca de um lugar para desfrutar do descanso de suas vidas. São animais fascinantes, que vivem tranqüilamente no meio de tanta gente, sem serem importunadas pelos transeuntes. E ainda fazem companhia aos guardas que ali trabalham, convivendo com mais de 40 espécies de aves, todos aparentemente a vontade, entre plantas exóticas e nativas que compõem uma vegetação exuberante.


Aspectos clássicos de um logradouro público que já foi local de encontro da burguesia paulistana

- E depois do passeio, o que faço?

- Quer um final de programa inesquecível? Tome um café no Bar da Pinacoteca, deguste uma deliciosa torta de chocolate e procure lembrar-se do que viu nesse passeio raro para aqueles que desconhecem os verdadeiros tesouros da terra da garoa!

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