Coluna | BRASILzão
Diego Gazola / Fábio Brito
Diego Gazola,(MTB-SP-44.350), é repórter-fotográfico.Graduado em Comunicação Social pela UMESP-SP, tem se especializado em fotojornalismo de viagens. Em cinco anos, já percorreu mais de um mil municípios em todo o Brasil para avaliação dos atrativos e documentação fotográfica dos Guias Turístico-Culturais da editora Empresa das Artes.As fotografias de Brasilzão são de sua autoria.
diegogazola@uol.com.br

Fábio Brito. Presidente da Empresa das Artes, editora com mais de 160 obras publicadas nos segmentos de turismo, meio-ambiente e cultura; de guias de viagem a livros de arte. Os textos de Brasilzão são de sua autoria.
fabiobritocritica@yahoo.com.br
Parintins, 29 de junho de 2007. Data Histórica!
10/07/2007

Criatividade e arte na mais fantástica Festa brasileira

Beleza e alegria feminina realçam a apresentação do Boi Caprichoso

David Assayad, Levantador de Toadas do Garantido

A Concentração reúne alegorias do Festival

Mais uma vez, o trabalho heróico dos garis

- Data histórica? É o aniversário da cidade?

- Não. Nós, da editora Empresa das Artes, conseguimos, de maneira histórica e graças aos apoios da Amazonastur e da Prefeitura de Parintins, lançar o guia turístico da Ilha de Tupinambarana!


Poluião visual provocada pelos patrocinadores da Festa

- Mas por que você considera que é um momento tão importante assim?

-Por várias razões. Inicialmente, pelo óbvio: a Festa que ocorre anualmente no meio da Floresta. São milhares de detalhes que, somados, se transformam na mais bela manifestação folclórica brasileira! Os temas, variados, levam ao grande público a sensação de navegar pela história das Américas. Seja através do louvor à viagem do espanhol Francisco de Orellana, que percorreu pela primeira vez, em pleno século 16, todo o rio Amazonas, seja ao ressaltar a cultura ribeirinha e a alma do caboclo e da vida indígena. Parte desta realidade é contemplada na publicação que...

-Que procura atrair turistas para a região de Parintins, estou certo?


Milhares de pessoas assistem aos Bois-Bumbá

- Mais ou menos. Nossa primeira intenção é a de devolver aos parintinenses o rico universo de seus hábitos e costumes, já seculares, que compõem o principal atrativo local.

- E o Festival?

- Como sempre, um deslumbre! O Caprichoso supera o Garantido, que supera o Caprichoso, que...

- Que superou o Garantido em 2007, no Festival Folclórico de Parintins. Em plena floresta, o Azul e o Vermelho emanam mensagens de paz, de preservação da Mata Virgem, da Hiléia, da Natureza e do Planeta, através de alegorias requintadas, criativas, e das mais belas e envolventes músicas do grande espetáculo. Entretanto...

- Algo o desagradou?

- Sim. Já surgiu um movimento indesejável e nefasto que está procurando tirar o foco da Festa. De maneira totalmente inadequada, foi montado um espaço com música eletrônica – se é que se pode chamar de música o que ouvi – que destoava totalmente do espírito cultural da manifestação. Era a mediocrização, a pasteurização e o desrespeito invadindo Parintins! Era a “Rave” patrocinada por um fabricante de bebida energética.


 Momentos depausa no meio da multidão

- Não entendo como as autoridades locais deixam ocorrer este tipo de agressão que afugenta os visitantes, incomoda os turistas e descaracteriza os aspectos regionais de uma festa tão importante para Parintins, para o Amazonas e para o Mundo!

- É verdade! O Festival de Parintins tem condições de atrair povos de todos os cantos. O difícil é fazer com que as autoridades e os dirigentes enxerguem que a cultura popular é mais sensível do que o espírito capitalista, comercial, muitas vezes nocivo e destruidor.

- Como assim?


Sra. Martha Suplicy, do Ministério do Turismo, e o Governador do Amazonas no lançamento do Guia

- Na fúria mercantilista desvairada, os logotipos das grandes empresas estão maculando o visual do acontecimento. No imediatismo vendedor, estas companhias forçam a venda de seus produtos e em nada contribuem contra a sujeira, a poluição e os estragos que ocorrem nesse período de grande concentração de pessoas. Por que não oferecer lixeiras especiais utilizando as cores dos Bois-Bumbá – o vermelho e o azul –, que acolheriam o lixo reciclável, matéria-prima valiosíssima que é descartada pelas ruas e calçadas de maneira pouco civilizada?

- E em lixeiras pretas, o lixo não recuperável, biodegradável. O que mais podemos sugerir?

- O controle do som nas vias públicas! É preciso que a música nas ruas seja audível, mas que não importune os habitantes. Ou os visitantes.

- Então, devo desistir de conhecer ou ir para Parintins, é isso?


O Vice-Prefeito, o Prefeito de Parintins e o Editor

- Não! Não é isso! Parintins tem um potencial turístico enorme! O ano todo! Seja através de passeios pela belíssima região amazônica, pelo contato com os artistas locais, com os simpáticos habitantes... E, sem dúvida, com o Festival de Parintins, que é a mais bela Festa Regional brasileira!

-Pelo que ouço, faltam alguns ajustes. Com diálogo, bom senso e amor à cultura brasileira, tudo se resolve, não é mesmo? Então, viva Parintins!

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