Coluna | Viver Consciente
Willes S. Geaquinto
Psicoterapeuta Holístico, Consultor e Palestrante Motivacional, Escritor - Autor dos livros "Cidadania, O Direito de Ser Feliz” e Autoestima – Afetividade e Transformação Existencial

Interatividade: Os textos desta coluna expressam apenas a opinião do autor sobre os assuntos tratados, caso o leitor discorde de algum ponto ou, até mesmo, queira propor algum tema para futura reflexão, fique a vontade para comentar ou fazer a sua sugestão.

Site: www.viverconsciente.com.br
Pai presente
10/08/2006
Às vezes, quando se avizinha o dia dos pais, eu fico pensando em como seria a minha vida se eu tivesse tido meu pai junto a mim desde os meus primeiros momentos de vida, se ele tivesse acompanhado o meu crescimento, brincado comigo, me dado bronca em algum momento, me orientado sobre a vida, me abraçado, beijado, dito que me amava, enfim, tudo aquilo que penso que um pai presente faria. Fico no pensamento porque não foi bem assim que aconteceu. Meu pai abandonou-me antes de eu ter nascido, e mesmo quando eu o conheci aos vinte anos de idade, ele continuou ausente da minha vida, nenhuma palavra mais carinhosa, nenhum gesto mais afetivo, nenhum sinal de querer-me bem.

Há um bom tempo eu perdoei meu pai por tudo, até porque era meu pai e, de certa forma, sou-lhe grato por ter participado da minha vinda ao mundo e por ter-me ensinado com sua ausência a ser forte e perseverante diante das adversidades. Mas, apesar dessa reconciliação e da compreensão que tive com ele, nada cura o vazio de não ter tido um pai presente.

Sou pai e tenho duas filhas. Sei que não sou o melhor pai do mundo como desde criança elas carinhosamente fazem questão de afirmar. Mas tenho procurado fazer o melhor, mesmo sabendo que o meu melhor pode não ser o ideal, o mais pleno. No entanto, sempre que estamos juntos valorizo cada momento, procuro nutri-las de afeto e muito amor. Creio ser importante viver declarando meu amor por elas, pois reconheço o quanto é importante esse amor incondicionalmente dado. Aliás, em matéria de afetividade, talvez elas nem saibam, mas aprendi muito com elas.

Sendo assim, nesta breve reflexão quero conclamar a todos os pais que comemorem o seu dia todo dia estando presentes na vida de seus filhos. Estar presente não é apenas estar junto, é fazer-se companheiro, parceiro e cúmplice da vida deles. Estar presente é, em qualquer idade, expressar carinho e afeto; é interessar-se pela vida deles e por tudo que lhes diga respeito. Estar presente é revelar-lhes a importância deles em sua vida, qualificá-los como criaturas singulares que elas são.

Penso que a relação de pais e filhos possui uma via de mão dupla, numa somos os mestres, noutra somos aprendizes. Ter humildade para reconhecer isso, é fundamental para cumprir com consciência e prazer ambos os papéis. Por outro lado, além de todas as responsabilidades inerentes a essa magnânima tarefa, creio que é de suma importância compreender a responsabilidade espiritual de ser pai, o que, nos dias atuais é imperativo e essencial.

Boa Reflexão para você.

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