Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
Peteca caindo?; Hortas comunitárias e feiras livres; Segurança Pública; Acompanhamento de gastos; Saúde pública e seu futuro incerto
05/03/2021

 Peteca caindo?

Os casos de Covid-19 têm batido recordes em Varginha, tanto no caso de contágio como no caso de mortes em comparação com outras cidades de Minas. O trabalho do secretário municipal de Saúde de Varginha, muito elogiado desde o início da pandemia, começa a dar sinais de falha. Claro que não se pode dizer que há um único culpado pelos números negativos, mesmo porque a sociedade precisa fazer seu papel de prevenção e distanciamento. Além disso, diversas autoridades públicas federais, estaduais e municipais estão envolvidas no combate a pandemia, além do secretário municipal de saúde e sua equipe. Contudo, é curioso observar a curva negativa do resultado da Secretaria Municipal de Saúde no caso do Covid. Varginha recebeu milhões de reais para o combate a pandemia, ainda mantém boa parte deste recurso em caixa. Já abrimos e fechamos o comércio local, montamos hospital de campanha. A cidade realizou uma tímida campanha de conscientização e os resultados estão ai. O prefeito Vérdi Melo tem grande preocupação com os números da pandemia na cidade. Sabe que trata-se de vidas em jogo. O secretário de Saúde não pode e não quer “deixar a peteca cair”! Ainda mais agora em que “conta os dedos os dias para mudar de rumo”, focando sua vida na cidade vizinha de Três Corações. O médico respeitado que começou sua atuação com elogios na Secretaria Municipal de Varginha não quer deixar a pasta com uma “derrota para a Covid”. Será que Luiz Carlos vai conseguir tirar sua credibilidade profissional do CTI ou vai perder a guerra pro Covid?

Café: Em ano de safra menor, Varginha arrecadar menos

A safra de café em 2021 será menor que a do ano anterior. Esse fato é explicado pelo fenômeno da bienalidade, quando após um ano de produtividade elevada, a expectativa é de diminuição nos números da safra seguinte. Em anos assim, a recomendação de especialistas é para que os cafeicultores intensifiquem, ainda mais, os tratos culturais e cuidados visando a qualidade final do produto. Neste ano, o fator climático também tem preocupado os produtores de diferentes regiões em Minas Gerais. Entretanto, as chuvas no mês de fevereiro elevaram as expectativas por uma boa formação e desenvolvimento dos grãos. Não bastasse os impactos econômicos da pandemia sobre todo o mundo, os números financeiros do café podem não ter a mesma vitalidade do ano passado. Todavia, é certo que, mesmo com menos café no mercado, o setor do agronegócio vai continuar sendo o “motor” da economia brasileira.

Hortas comunitárias e feiras livres

O vereador Dudu Ottoni apresentou uma indicação na Câmara de Varginha onde solicita ao prefeito que regulamente a Lei nº 6,531/2018 que institui o Programa Municipal de Horta Comunitária. O projeto de lei que originou a referida Lei é de autoria do próprio Dudu Ottoni e nela o vereador menciona a utilização de áreas vagas para o cultivo de verduras, frutas, legumes, plantas medicinais e ornamentais, além da produção de mudas. Esse programa objetiva proporcionar a seus participantes melhoria da segurança alimentar e nutricional, bem como o aproveitamento de mão de obra desempregada e a ocupação de grupos de terceira idade, promovendo saúde e bem-estar social. Com essa lei regulamentada os alimentos produzidos nesses locais poderão ser tanto de consumo próprio, como para venda ou disponibilizados a entidades. A atuação do vereador é elogiável e deve ser apoiada. Além disso, também seria ótimo se Varginha possuísse mais feiras livres de hortifrutigranjeiros, principalmente nos bairros mais populares. Estas feiras poderiam ser ação complementar e assessoria das hortas comunitárias. Fica a dica!

Segurança Pública

A Guarda Civil Municipal deu uma “sumida das manchetes”! O que aliás é muito bom para a instituição, visto que pelos registros da imprensa a atuação da Guarda Municipal estava deixando a desejar, com roubos e vandalismos em prédios públicos, reclamações internas da tropa e gastos com novos investimentos. Se a Guarda Municipal não está nas manchetes deve ser porque não está fazendo “nada errado”! Mas a instituição tem importante papel na Segurança Pública local e destacado corpo de profissionais preparados para contribuir com bons projetos de Segurança. Basta que as ideias comecem a sair do papel! Quais são os projetos para a Guarda Municipal em Varginha? Porque alguns postos avançados da Guarda foram desativados pela cidade? A tropa está satisfeita com a “meritocracia e distribuição de trabalhos e benefícios” na instituição? E quanto ao polêmico (e caríssimo) vídeo monitoramento que estava na gerência da Guarda Municipal, que fim levou?

Acompanhamento de gastos

A chuva de intrigas que envolve a gestão dos recursos bilionários usados no combate a pandemia parece estar longe de Varginha. Vemos diariamente pela imprensa os “bate bocas” entre o presidente Bolsonaro, governadores e diversos prefeitos. Cada qual com suas justificativas. Em Varginha o prefeito Vérdi Melo recebeu milhões de reais e não parece estar tendo dificuldades ou questionamentos sobre a aplicação do recurso. Não se tem notícia de gastos irregulares ou compras chocantes! Contudo, também não temos notícia de há alguma denúncia ou se os “fiscalizadores da lei” estão atuando! O Ministério Público, a Conselho Municipal de Saúde, a Câmara de Vereadores e tantos outros órgãos competentes estão atuando plenamente na fiscalização dos recursos em Varginha? Ou será que tais órgãos estão “recolhidos ao home office”. Promotores de justiça e demais autoridades estão de calção e chinelos em casa ou estão fiscalizando tudo? Vai saber ne!    

Saúde pública e seu futuro incerto

O vereador Bebeto do Posto solicitou através de requerimento encaminhado ao executivo, informações sobre as especialidades médicas disponíveis para atendimento dos munícipes em Varginha. A justificativa segundo ele é entender quais especialidades médicas são atendidas somente por consórcio/parceria e também se existe cronograma de ampliação de consulta com especialistas para os munícipes que dependem do SUS. “De acordo com o relato de munícipes há uma demora grande no agendamento de algumas consultas com especialistas”, disse o vereador. Entre os questionamentos está quais são as especialidades médicas diretamente ligados à Prefeitura de Varginha e que não dependem de parcerias/consórcios, se existe cronograma de ações para 2021 visando ampliar o quadro de especialidades e se existe cronograma de ações para 2021 visando ampliar o fluxo de consultas a especialistas através de consórcios/parcerias. Os questionamentos do vereador são muito pertinentes. Sabemos que grande parte das reclamações públicas em Varginha são relativas a saúde, ainda mais neste tempo que vivemos. Vale também questionar como está a programação para as cirurgias eletivas que a todo momento sofrem mudanças. Quando a saúde vai poder voltar ao normal? Será que o sistema, seus servidores e estrutura, aguentam se manter em “ritmo de guerra” por muito tempo? Afinal, já estamos a quase um ano sob pressão!

Submundo e a necessidade

Corre a boca pequena que o agravamento da situação financeira, com o fim do auxílio emergencial, levou muitas famílias em Varginha a situação de extrema necessidade. Um dos reflexos disso seria o crescente número de meninas e mulheres na cidade que estariam se prostituindo para levantar recursos. A prostituição é vista que uma das “profissões mais antigas do mundo” e certamente não vai acabar. Contudo, a possibilidade de que muitas meninas, inclusive menores de idade, estariam “causando furor” no submundo da prostituição local deve ser investigada. Afinal “cada um dá o que é seu, mas isso tem que realizado de forma consciente e segura”. A explosão de mulheres “sem informação e pressionadas contra a vontade” para entrar neste mundo perverso pode levar no curto prazo a disseminação de muitas doenças e a geração de muitas crianças que podem nascer e serem abandonadas por jovens mães sem condição de sustentar uma família. É preciso ficar de olho!

Legislativo cobra revitalização do Parque Centenário

Através de um requerimento encaminhado à administração municipal, o vereador Cristovão solicitou algumas informações sobre a revitalização do Parque Centenário, localizado no bairro de mesmo nome. O vereador questiona entre outros quando foi realizada a última reforma do espaço, o motivo pelo qual o espaço foi abandonado, e se existe um cronograma de recuperação do parque.  Várias áreas do parque se encontram aparentemente sem manutenção há um razoável tempo e necessitam, com urgência, de serviços de manutenção, incluindo capina, limpeza, pintura e reparos gerais em toda extensão do parque bem como no parquinho infantil. O Parque Centenário é uma das principais áreas de lazer do Município, abriga diversas espécies animais e vegetais e possui diversas atrações, tais como: pedalinhos, duchas, parque infantil, academia de ginástica ao ar livre, entre outros. Considerando a relevância ecológica, social, esportiva e cultural do Parque Centenário e dos frequentes questionamentos realizados pelos munícipes cobrando soluções para o local, espero que as respostas sejam encaminhadas e que soluções sejam apresentadas.

Hospital Regional: Sua importância e seu dono!

O vereador Dr. Lucas apresentou na última reunião uma indicação ao Deputado Estadual Professor Cleiton Oliveira, solicitando a destinação de recursos para o Hospital Regional do Sul de Minas, objetivando a aquisição de equipamentos para a maternidade, UTI neonatal e pediatria. O Hospital Regional é referência em atendimento em todos os casos de gestação, desde o nascimento até os primeiros anos de vida, além de ser a única maternidade da cidade prestando serviços de excelência a todas as gestantes e para o próprio bebê. É preciso destacar a importância de se fortalecer a maternidade, ampliando os equipamentos existentes. Ainda segundo o Dr. Lucas, é preciso garantir a melhoria nos serviços de saúde prestados pelo Hospital Regional do Sul de Minas, na área materna e infantil, o que segundo ele irá contribuir sobremaneira para que munícipes de Varginha e região sejam melhor atendidos em suas necessidades. Mas é também importante destacar que o Governo de Minas e a Prefeitura de Varginha precisam logo definir a quem cabe a responsabilidade pelo Hospital Regional. Afinal a instituição acumula uma milionária dívida, que só aumenta. Além disso, a direção do Hospital Regional é “useira e vezeira” em pegar recursos públicos federais, estaduais e municipais e não prestar contas a sociedade que pagou os impostos. O Hospital Regional se aproveita de um “vácuo jurídico” para sem manter “pedindo e mamando em tetas públicas”. Afinal, a instituição é nobre e realiza um importante trabalho, não pode parar! Mas vejamos um detalhe: a quem pertence o Hospital Regional? Se a instituição é estadual, deveria estar dentro da rede Fhemig e ser controlada e custeada pelo Governo de Minas. Se o hospital pertence a Prefeitura de Varginha, precisa estar dentro da rede da Fhomuv, e ser bancado pelo município!

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