Coluna | BRASILzão
Fábio Brito
O editor e jornalista Fábio Brito é responsável pela edição e publicação de centenas de títulos voltados às realidades do Brasil. Durante anos esteve à frente de selos editoriais importantes e renomados e no presente momento impulsiona, através de consultorias específicas nas áreas editorial e cultural, os selos Bela Vista Cultural e FabioAvilaArtes. A coluna Brasilzão, inicialmente através do Jornal Correio do Sul, de Varginha, foi iniciada em 11 de julho de 2004 e tem contado com a importante parceria do Varginha Online na disponibilização de vivências de Fábio Brito por todo o Território Nacional e por países por onde perambula em suas andanças.
Rio de Janeiro: o emocionante retorno à nossa Capital Imperial
29/05/2020
Continuo com a mobilidade restrita que, forçosamente, se traduz em não acessibilidade a locais que são importantes na minha vida. 

Alguns artigos hilários, pelas redes sociais, sugerem às pessoas que dialoguem com elementos vivos de sua vida cotidiana como, por exemplo, "converse com suas plantas", "bata um papo com o passarinho que pousou próximo a sua janela", "filosofe com a lagartixa", "perceba a atitude da formiga" e, dentro de um espírito de total tolerância e compreensão da vida, "troque ideias com a barata no canto de seu quarto". 

Outros, também criativos, sugerem que você "não se irrite com o micro-ondas", "mantenha-se distante do espírito frio da geladeira", "esqueça o aspecto macio e resistente do teu tapete" e, ao abrir a sua mente, dialogue com todos eles. 

É bem provável que antes de morder a suculenta maçã, ela te passe uma mensagem: "sou portadora do bem estar, da saúde e da paz" e você, emocionado, aprecie o apetitoso sabor desta deliciosa mensagem. 

Outros dirão: "entre no quadro que está na sua parede e dê uma volta pela bela paisagem que ai se encontra e; depois, volte sente-se e escreva". 

Com certeza alguém te dirá: "procurou um psiquiatra?".

Alguém dirá também: "que interessante é a sua experiência! Porque não escreve sobre isso? Poderia surgir um conto interessante que motivaria as pessoas a compreender os benesses destes momentos de reclusão em que você descobre tudo o que te rodeia e esquece um pouco de si mesmo. Talvez ignore, por alguns dias, que tenha um umbigo!". 

- Está bem! Está realmente muito bem! Deixe-me então fazer uma imersão pelos labirintos da minha memória e, desta feita, encontrar-me perambulando pelas ruas da nossa Capital Imperial, Rio de Janeiro.

- Faz muitos anos, nas águas da Guanabara, o Dragão do Mar reapareceu... não consigo pensar na Capital Fluminense sem abrir meus horizontes para a caixa de surpresas que é o Estado do Rio de Janeiro.

Nos dias frios e úmidos, nas montanhas exuberantes de seu território, temos a impressão de viver em um país de clima temperado, onde podemos degustar delícias provenientes dos hábitos europeus. 

Na faixa litorânea, o mar surpreende pela cor de suas águas cristalinas, pela gentileza de seus habitantes e pela culinária variada à base de frutos do mar. 

Percorrer avenidas arborizadas, ruas históricas e embelezadas pelas fachadas de edificações centenárias ou enfrentar estradas de terra, onde o convívio com a natureza se faz de maneira sadia e espontânea, compondo múltiplas características de uma das mais interessantes Unidades Federativas brasileiras: assim é o Rio de Janeiro!

Visitar a cidade do Rio de Janeiro, ter amigos cariocas ou fluminenses e conviver com pessoas agradáveis nesta terra abençoada, é uma dádiva divina.

No Rio de Janeiro, em 1962, os músicos Vinícius de Moraes e Tom Jobim compuseram uma das mais emblemáticas músicas da era da Bossa Nova: Garota de Ipanema.

Quase uma década depois a minha diva, Elis Regina, estreia no Canecão, cantando músicas de Tim Maia que se revelava como um grande compositor.

Anos depois, em 1992, foi realizada a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio 92. Participaram ao evento 114 Chefes de Estado. 

Sempre que vou ao Rio de Janeiro, tropeço. Não canso de admirar as torres das igrejas, as cúpulas de edificações centenárias e por isso não percebo os desníveis existentes entre a rua e a calçada e, assim, sigo caminhando e tropeçando. 

Agora, confinado em regime de prisão domiciliar (no semiaberto), percebo o quanto é importante estar no Rio de Janeiro e percorrer as ruas históricas com a liberdade de encomendar um quindim na Confeitaria Colombo, apreciar a fachada do Theatro Municipal, perambular sozinho no Jardim Botânico ao admirar as palmeiras imperiais que se encontram em sua área total de 137 hectares e, obviamente, lembrar-me da Família Imperial Brasileira e da importância de nosso mandatário Dom Pedro II. 

- Você relatou tudo isso aos seus amigos refrigerador, fogão, janela, lagartixa, formiga, flores e, sobretudo, trocou alguma ideia com a maçaneta de sua porta? 

- Deixe para lá as suas ironias, pois volto a dialogar com meus amigos mudos, surdos e que ajudam-me a ouvir "a mim próprio".

Viva ao Rio de Janeiro!!

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