Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
Educação e participação; Plano Diretor, mazelas e bastidores; Entrevistas da coluna; Na espera
29/05/2020

Educação e participação

A atuação das universidades e escolas de Varginha em parcerias e ações conjuntas com o poder público no combate a pandemia Covid-19 tem sido exemplar. Unifal, UNIS e tantas outras instituições estão fornecendo mão de obra e recursos investidos diretos no apoio. Além disso muitas escolas e universidades estão promovendo ações e projetos de assistência a idosos, doentes e setores vulneráveis da sociedade. Isso ilustra bem a importância da parceria constante entre governos e o universo educacional. Certamente que a teoria aplicada na universidade e a prática das ações do poder public podem e precisam de comp lementar. Vale inclusive destacar que, no caso do UNIS, o reitor Stefano Gazzola (importante articulador do PTB no passado) hoje restringe sua participação na política a apoio institucional do UNIS. De qualquer forma, a Prefeitura de Varginha precisa se aproximar das instituições de educação a fim de reduzir custos e ganhar eficiência e agilidade. Afinal, a enorme mão de obra do universo universitário pode ser utilizada em várias areas do governo como saúde, planejamento, esportes, educação entre outras.

Cemig alerta sobre os cuidados com a rede elétrica durante a colheita do café

Neste período em que acontece a colheita do café, a Cemig orienta para os cuidados com o uso de máquinas e colheitadeiras próximas da rede elétrica. Algumas colheitadeiras de café e de grãos chegam a atingir vários metros de altura e podem tocar os fios da rede elétrica, provocando acidentes. Caçambas e escavadeiras de médio e grande porte também podem alcançar os fios ou provocar o desmoronamento do terreno e a queda de estruturas se a escavação for feita muito próxima destas. No início deste mês, a Cemig registrou um acidente em Muzambinho, quando um caminhão transportando uma colheitadeira enroscou nos fios da rede elétrica, danificando estruturas e causando interrupção no fornecimento de energia para alguns consumidores da cidade e com grande risco de acidente fatal para o motorista. De acordo com  o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig, João José Magalhães Soares, é imprescindível que o trabalhador mantenha sua atenção aos riscos do ambiente, antes de iniciar qualquer atividade no campo ou mesmo durante o transporte deste maquinário. Por exemplo, colheitadeiras e outras máquinas de grande porte jamais devem ficar sob os fios da rede elétrica. As barras do pulverizador devem ser abaixadas ao passar debaixo dos fios da rede elétrica. Quando for necessário transportar as máquinas sobre caminhões apropriados, deve-se observar a altura de todo o conjunto de forma que as máquinas sobre o caminhão não se aproximem da fiação elétrica que atravessa sobre vias públicas e rurais. Mesmo as redes telefônicas e de dados que são bem mais baixas que as redes elétricas mas que estão nos mesmos postes podem oferecer perigo, pois se a máquina colidir com esses fios, pode ocorrer a quebra do poste que certamente irá cair sobre o caminhão e sobre as pessoas, colocando em risco a todos que estiverem próximos do local. A campanha de orientação da Cemig, direcionada a colheita do café, mostra a diferença de atuação da estatal neste governo. A Cemig que não tinha políticas de atuação específica por setor, passa a dar atenção a áreas importantes de Minas, como a cafeicultura. Tomara que essas ações continuem. Se durante alguma manobra observar cabos ou condutores de energia rompidos, caídos ao solo, ligue imediatamente para o Fale com a Cemig – telefone 116.

Plano Diretor, mazelas e bastidores

A coluna comentou nesta semana sobre o Plano Diretor de Varginha, que está sendo, novamente, apreciado na Câmara de Vereadores. O importante projeto será debatido com a iniciativa privada e comunidade para, por meio do Legislativo, a proposta encaminhada pela Prefeitura de Varginha seja aperfeiçoada. O último projeto do Plano Diretor enviado pelo Executivo municipal foi exaustivamente debatido na Câmara com o setor produtivo, para ao final, o governo vetar integralmente a proposta. Ou seja, todo o esforço de construção conjunta da sociedade foi perdido. Agora, com o envio de nova proposta pela Prefeitura de Varginha à Câmara, toda a discussão é retomada com a comunidade. A coluna recebeu informações de fontes internas na Câmara de Vereadores que alegam que “o último Plano Diretor debatido na Câmara continha emendas inconstitucionais, bem como, falhas técnicas”. Para a fonte ouvida pela coluna na Câmara, que participou de todo o debate, o Legislativo de Varginha não possui “servidores capacitados técnica e juridicamente” para orientar os vereadores quanto as dúvidas do projeto. Para esta mesma fonte ouvida na Câmara, o problema tende a repetir nesta nova análise do Plano Diretor. A informação de falta de “servidores capacitados técnica e juridicamente na Câmara de vereadores de Varginha” é algo surpreendente, afinal, os servidores com maior remuneração na Câmara de Varginha, são justamente os “técnicos” com cargos de confiança, ou seja, podem ser trocados a qualquer momento numa caneta da mesa diretora. Se os atuais contratados não atendem as demandas do Legislativo, a mudanças e renovação deve ser feita o quanto antes! Alias, renovação na Câmara de Varginha é algo que a sociedade almeja ha décadas, tanto entre vereadores quanto entre os bem remunerados cargos de confiança daquela casa! Será isso um sonho distante ou algo que pode ocorrer já em janeiro de 2021? A conferir!

Mentiras consolidadas começam a cair

Pesquisas políticas e de mercado realizadas em Varginha estão jogando por terra algumas “mentiras consolidadas” em vários meios. Políticos xingados nas redes sociais lideram em carisma quando ouvido o eleitor. Já veículos de comunicação tradicionais como jornais e rádios, vistos como “velhos e ultrapassados” pelos veículos digitais e redes sociais são os campeões em confiança e credibilidade. Isso foi o resumo de algumas pesquisas realizadas por telefone em Varginha nas últimas semanas. Não se sabe quem pagou por tais levantamentos, se o mercado privado ou os grupos políticos. Certo mesmo é que diante da imensidão de informações do mundo digital, que muitas vezes se contradiz, o cidadão está buscando “mastigar mais o que recebe pela web e deixar de engolir o que recebe sem saber de quem e porque”! Isso está valorizando fatos verificados por jornalistas dos veículos de comunicação tradicionais. Além disso, a análise sobre nomes da política municipal, estadual e federal está sendo mais “racional” por parte significativa do eleitorado, que procura “julgar fatos e ações e não apenas indícios e boatos”. Claro que ainda temos muitos “seguidores fanáticos” seguem cegamente um ou outro líder político. A coluna está curiosa para saber quem encomendou tais pesquisas, de qualquer forma, saber alguns dos resultados, já é algo relevante para boa parte da imprensa tradicional e para alguns dos políticos mais falados nas lives das redes sociais.

Perguntar não ofende

A Justiça Eleitoral está preparada para realizar as eleições sem causar as costumeiras aglomerações nas secções de votação no momento do voto? Esta preparada para substituir mesários e demais colaboradores que podem testar positivo para o Covid-19 até a data?

Os presidentes dos partidos políticos na cidade são os verdadeiros responsáveis pelo comando das legendas e suas articulações? Ou continuamos tendo “fantoches e legendas de aluguel” no mundo político? Quais legendas são diretórios e quais são provisórias?

Em tempos de fake news, não se viu a Justiça Eleitoral ou Ministério Público em Varginha esclarecer fatos sobre as eleições, nem mesmo remeter informações/entrevista à imprensa para esclarecimento à população! Será que atentam apenas para o gordo abono eleitoral?

Qual a situação de partidos e ex-candidatos que foram condenados a pagar multas por infrações/irregularidades eleitorais, pagaram os débitos? Poderão concorrer e lançar candidatos normalmente neste ano? Como saber quem foi condenado e pagou os débitos?

Entrevistas da coluna

A exemplo do que tem feito nos períodos eleitorais passados, a Coluna Fatos e Versões, em parceria com o site Varginha OnLine, estuda fazer entrevistas com líderes partidários e candidatos majoritários em Varginha. A rodada de entrevistas terá duas etapas. A primeira com representantes dos partidos políticos, falando sobre a construção da plataforma geral de gestão de cada legenda, ouvindo líderes partidários e articuladores das legendas. A forma como cada partido vai escolher seu candidato. Numa segunda rodada de entrevistas a conversa será propriamente com os candidatos oficiais, para que falem sobre suas propostas, o que já fizeram por Varginha e o que pretendem fazer pela cidade caso sejam eleitos. O projeto ainda está sendo formatado para ouvir técnicos em gestão pública quanto as possibilidades e caminhos para o próximo governo que toma posse em 2021. Os leitores da coluna já podem mandar sugestões de líderes partidários para serem ouvidos, perguntas e sugestões de técnicos que gostariam de ouvir. As entrevistas serão gravadas e postadas no site do Jornal Gazeta de Varginha e Varginha Online.  

Na espera

Dos grupos políticos locais que se consolidaram na cidade, o PSD liderado pelo deputado federal Diego Andrade, é o que “menos articula e mais espera”! Isso porque tem adotado substancialmente a tática de “esperar o que sobra, para construir, ver o que vai fazer”! Enquanto Vérdi Melo já finaliza sua candidatura, o PSB formula a plataforma de gestão que Rogério Bueno vai defender nas urnas, já Zacarias Piva luta para conseguir um vice competitivo para sua candidatura certa, o Partido dos Trabalhadores já tem certa sua candidatura majoritária sem nome consolidado, enquanto que o Partido Progressista analisa se aceita ser vice de Vérdi ou lança um nome próprio. E quanto ao PSD? O PSD em Varginha pode entrar como vice do PSB ou mesmo do PT, dependendo das negociações, mas há quem defenda uma candidatura própria! Certo mesmo é que o PSD não dobrará com o PP ou o PSL que já possuem deputados federais com base política em Varginha. Existe também a possibilidade de que, caso o PP não aceite ser vice de Vérdi, a vaga seja disponibilizada ao PSD, que “aceitaria alegremente” mesmo não tendo nome “palatável” para dobrar com o Avante. A eventual candidatura de Serginho Japonês não é vista como “aposta certa”, mas também não é descartada a parceria do PSC de Serginho com o PSD ou até mesmo com o provável pré-candidato do PSDB, Anderson Martins. Certo mesmo é que, ainda num universo de muitos “pré-candidatos inarredáveis”, falta vice para todos! Não há dúvidas que o PSD vai esperar tudo se resolver para saber quem sobra e o que dá pra fazer com o que conseguir! Esse “mexidão político com o que sobrar das negociações” pode não ser um “prato saboroso” para o eleitor que espera muito em proposta e ideologia nas eleições municipais.

Cabo eleitoral

A coluna havia dito, antes da renúncia do ex-prefeito Antônio Silva, que o político seria o maior cabo eleitoral das eleições municipais neste ano. Após a surpreendente renúncia, que desagradou boa parte do eleitorado, o peso do apoio de Antônio Silva diminuiu. O apoio do ex-prefeito se igualou a outros cabos eleitorais da cidade que lideram setores específicos ou possuem nichos próprios de influência. Pela análise e informações que chegam a coluna, atualmente, o maior cabo eleitoral de Varginha é o deputado federal Dimas Fabiano (PP), uma vez que comanda o maior grupo político local, fora o liderado por Vérdi Melo, que buscará a reeleição com caneta na mão e centenas de cargos de confiança. Dimas Fabiano, queiram ou não, é o deputado federal que mais recursos trouxe à Varginha nos últimos anos, o que lhe garantiu apoio e gratidão eleitoral em diversos setores e legendas. Não por acaso, além do Partido Progressista, outras duas ou três legendas menores vão acompanhar o parlamentar para onde for nestas eleições municipais. Vale também destacar que Dimas Fabiano também reúne ferrenhos adversários, o que é natural com todos os políticos que acumulam as vitórias e espaços conquistados pelo importante parlamentar. Isso significa que, o lado escolhido por Dimas Fabiano vai ganhar muito apoio e, em menor proporção, pode ganhar opositores. Certo mesmo é que não se pode descartar o apoio do parlamentar e seu grupo, que tem ainda a possibilidade de lançar candidato próprio no Partido Progressista. O problema é que o nome natural do PP em Varginha tornou-se “o nome que sobrou”, visto que os demais nomes com potencial deixaram a sigla. Traduzindo em miúdos, Dimas tornou-se maior que o nome natural de sua legenda na cidade. Reunindo o apreço e consideração de diversas lideranças políticas municipais em várias legendas, mas, que se negam a apoiar seu “escolhido” no PP para prefeito em 2020! Não será difícil para o deputado manter a ramificação de seu apoio local, nem mesmo o número de lideranças populares crescentes na cidade, contudo, será difícil para o parlamentar e sua assessoria “colocar todos os gatos num único saco e fazer com que todos apoiem seu ungido”, razão pela qual, crescem as apostas de que a “candidatura própria do PP tá cheirando uma vaga de vice”! Será?

 

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