Coluna | Periscópio
Wender Reis
Pedagogo e Orientador Social, curioso observador de tudo que causa espanto no mundo.
O futuro da educação em pauta
12/05/2020
Quais os impactos dessa pandemia na educação pública?

 Serão muitos, talvez os mais graves sejam a infrequência e a evasão escolar. As escolas têm um papel importante na regulação dos laços sociais e com esse longo afastamento os vínculos devem ser afetados e isso vai refletir na autoridade e prestígio das escolas.

Como amenizar esses impactos?

 Penso que o primeiro passo para lidar, da melhor maneira possível, com essa crise é ter clareza dos desafios e responsabilidades. Um problema dessa envergadura mostra o quanto a escola é limitada, mas ao mesmo tempo muito poderosa. A escola não é assistência social, mas é também; não é saúde pública, mas é também; não é a família, mas é também. Isso dá um pouco da dimensão da escola, especialmente a pública, já está muito evidente agora, durante o curso da pandemia, e continuará depois. Portanto, ter clareza na comunicação, abertura para as famílias e muita, mas muita, atenção aos estudantes mais vulneráveis.

 É possível destacar algum impacto positivo no ensino?

 Sim. Acredito que a educação básica tem obrigação de ser melhor depois da pandemia. Não é de hoje que discutimos o uso de tecnologias da informação e comunicação como ferramentas de ensino, mas no geral, dentro da escola pública, ainda engatinhamos. E é evidente que o amplo acesso as tecnologias poderia amenizar os impactos da pandemia no ensino público, coisa que, salve algumas poucas exceções, não acontece por incapacidade do sistema. Mas, para além disso, a pandemia nos dá uma aula de como ser interdisciplinar, transversal, integral, holístico, como preferir, pois é língua, é matemática, é ciência, é história, é geografia, enfim, tudo em único assunto. É preciso tirar as lições disso e revertê-las em boas práticas educativas.

 Qual o papel da tecnologia nesse horizonte que se descortina para a educação?

 O que deve ser sempre: o de ampliar as possibilidades de interação, comunicação e informação. É importante lembrar que a tecnologia não irá substituir o professor. Mas ela tem que ser de fato solução e não dor de cabeça. 

 O que esperar da atuação dos gestores públicos estaduais e municipais de educação?

 Que façam o que for preciso para garantir uma educação de qualidade. Que se empenhem em utilizar o que tem de melhor em prol do melhor para os nossos estudantes. A educação é um serviço público e, como tal, precisa estar em constante avaliação e melhora.

 

 

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