Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
Esquadrilha da Fumaça em Varginha; Mostrando serviço; CDCA no Centenário
28/02/2020

 Coronavírus chega ao Brasil e já ameaça o Sul de Minas

Os jornais já estão noticiando, o coronavirus – Covid 19 já tem um caso confirmado no Brasil e outros casos estão em análise. Tratam-se de pessoas que estiveram em regiões afetadas pela doença, basicamente países da Ásia e recentemente o norte da Itália. Já era esperado que a doença chegaria ao Brasil e todo o mundo já vem se preparando desde de que o novo vírus surgiu na China.

Em Varginha uma família com três pessoas que chegaram recentemente da região afetada, na Europa, estão entre os suspeitos. Os três já foram transferidos para o Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre e ficarão em isolamento e passarão pelos testes clínicos para confirmação ou não da doença. O curioso é saber que, mesmo com a mobilização de todo o Brasil para a esperada chegada do Covid 19, nossa região, pelo que se viu, tem apenas um hospital referência para tratamento: Samuel Libânio em Pouso Alegre! Varginha é a regional de saúde estadual na região e investiu milhões no Hospital Regional que concentra diversos atendimentos médicos especializados. Em que pese a baixa letalidade do novo vírus, é de se perguntar: O Hospital Regional de Varginha não tem capacidade técnica e equipe preparada para atender possíveis infectados pelo Coronavírus? Será que apenas o hospital de Pouso Alegre vai ter condições destes atendimentos especializados? É um caso a pensar!

Esquadrilha da Fumaça em Varginha

A Secretaria Municipal de Turismo, dentro da filosofia do governo de “fazer mais com menos”, conseguiu mais uma proeza: Vai trazer a Esquadrilha da Fumaça para apresentação na cidade no dia 08 de março, Dia das Mulheres. A apresentação será no aeroporto de Varginha e contará com toda a estrutura de segurança e aparato para tal apresentação. Um grande público é esperado para o show e uma reunião preparatória envolvendo representantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Departamento Municipal de Trânsito – DEMUTRAN, Guarda Civil Municipal de Varginha e Grupo UNIS já ocorreu na Prefeitura de Varginha. Vale destacar que a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, uma estrutura federal ligada a aeronáutica, é mais um “aceno de aproximação” deste governo com as Forças Armadas, que tem hoje o “comando e prestígio junto ao Governo Federal”. Varginha já vai apoiar, inclusive financeiramente, um evento da Escola de Sargento das Armas – ESA que acontece no Varginha Tênis Clube – VTC. O evento do Exército, inclusive, foi alvo de muita polêmica, visto que a Prefeitura de Varginha vai destinar até R$ 25 mil para abastecer a piscina olímpica do clube particular. Além disso, o município já custeia o aluguel da casa destinada a moradia do comando do Tiro de Guerra em Varginha, o que também deveria ser obrigação do Exército, visto que as Forças Armadas possuem orçamento próprio. De qualquer forma, a aproximação do Governo municipal das Forças Armadas pode ser a primeira “aproximação política programada do governo municipal com vista a conquistas futuras para a cidade junto ao Governo Federal”. Pelo menos, isso é o que se espera! E em se tratando do governo Antônio Silva, isso já é uma grande novidade na estratégia política. A conferir!

Mostrando serviço

O ano eleitoral produz algumas articulações políticas interessantes na cidade. Os vereadores precisam mostrar serviço para conquistar a sonhada reeleição, já a Prefeitura de Varginha, também precisa mostrar protagonismo de ações para eleger seu candidato “ainda extra” oficial. Porém o caixa para tudo isso é único e sai do bolso do contribuinte, como também é única a equipe de servidores públicos que realizam o trabalho. Assim sendo, em ano eleitoral a demanda é grande e a entrega é a mesma! Ou seja, vemos no Legislativo vereadores cobrando, recobrando e reclamando que a Prefeitura de Varginha não tem atendido demandas simples como limpezas de bueiros, sinalização de vias e outros muitos serviços comuns ao Executivo. De igual modo, vemos o governo municipal, principalmente em anos eleitorais, demandar mais do Legislativo. Encaminhar mais matérias para serem votadas, bem como pedir mais urgência nas votações. Contudo, contrariamente do comportamento dos vereadores, o governo não exterioriza suas cobranças por agilidade nas ações dos vereadores. Trocando em miúdos, o comportamento e cobranças dos poderes Legislativo e Executivo nos anos eleitorais é o que eles realmente são: deficitários e lentos! O restante é maquiagem dos períodos fora de eleições em que o “compadrio e malandragem dos tapinhas nas costas” imperam entre vereadores e membros do Executivo!

CDCA no Centenário

O Centro de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente – CDCA - inaugurou na manhã de quarta-feira, 19, a Unidade IV, localizada na Escola Santinha Salles, para atender 120 crianças e adolescentes do Bairro Centenário e região que já frequentam oficinas de arte, música e esporte. O Centro de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente – CDCA -  é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que foi fundada no dia 2 maio de 1984 e possui como objetivo realizar programas e projetos sociais que possam contribuir para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes do município de Varginha. A entidade é ligada e mantida pela Prefeitura de Varginha que nomeia sua direção. Embora realize um grande trabalho sócio juvenil, o CDCA já foi alvo de muitas desconfianças e atuações políticas. Vale ressaltar que foi no CDCA que a ex-primeira dama, Geisa Teixeira, consolidou sua imagem de “protagonista político social em prol dos adolescentes”. Também foi no CDCA onde, ainda neste governo, foi trocada sua dirigente após suspeitas de irregularidades administrativas. A questão principal é que a instituição pode e deve realizar seu importante papel social junto a juventude, que é a classe mais vulnerável da sociedade a mudanças futuras e precisa ser acompanhada e preparada para o futuro. O crescimento das unidades do CDCA é a prova de que a juventude precisa ser levada a sério, pois o jovem abandonado e despreparado de hoje pode se tornar o bandido ou analfabeto político de amanhã!

FIEMG considera inoportuno aumento aos servidores mineiros

A Federação das Indústrias de Minas Gerais vê com preocupação a possibilidade do reajuste dos salários de servidores públicos estaduais em 41,7% na área de segurança, 31% na educação e 28,8% em todas as demais categorias do funcionalismo mineiro. No momento em que os cofres do Estado sofrem com dívidas bilionárias, déficits recorrentes, falta de investimentos e salários parcelados, a entidade entende como um erro a proposição, por parte do Executivo, do Projeto de Lei (PL) 1451/2020, que agrava a situação das contas públicas. Por isso, pediu que o governador Romeu Zema vete-o integralmente. Na avaliação da entidade, o governo do Estado falhou ao ceder à pressão dos funcionários da segurança e enviar à ALMG uma proposta de aumento salarial que acabou deflagrando um processo de ampliação do reajuste para todas as categorias do funcionalismo. “É um erro aceitar o corporativismo, principalmente em um momento em que o Estado não tem condições de pagar sequer a folha atual. “É como emitir um cheque sem fundo”, avalia o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe. Hoje, os funcionários públicos mineiros já recebem seus vencimentos de forma parcelada. Em 2019, a despesa total com pessoal alcançou 58,4% da receita corrente líquida, extrapolando o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 49%. Vale lembrar que Minas Gerais conta hoje com uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que assegura o não pagamento dos juros da sua dívida – de R$ 108 bilhões – graças ao compromisso do Estado de realizar o ajuste fiscal. “Aumentar a despesa com pessoal é uma evidência de que o Estado não será capaz de cumprir o acordado, tendendo a perder o benefício, o que seria ainda mais desastroso para as contas públicas mineiras”, pontua Roscoe.

FIEMG considera inoportuno aumento aos servidores mineiros – parte 02

O líder industrial da Fiemg entende que é função do governo zelar por todos os 20 milhões de mineiros, atuando para que o estado não sofra consequências ainda maiores oriundas dos problemas com as contas públicas. “Concordamos que é preciso remunerar de forma justa os servidores públicos. Mas é preciso sanar a grave situação financeira do governo de Minas para depois planejar aumento nos salários, principalmente em percentuais tão elevados”, afirma Roscoe. Ele observa que não adianta aumentar o salário dos servidores se não há condições de arcar com esses custos. “O cobertor está curto. Vai faltar em algum lugar: na conta de luz de escolas, nas reformas de hospitais, no combustível da viatura, na verba para comprar medicamentos, ou seja, nos serviços básicos para os cidadãos. Aumentará o déficit na previdência social e fornecedores deixarão de receber. O reajuste é um sonho que não vai ser pago e toda a sociedade pagará o preço caso seja aprovado”, alerta o presidente da FIEMG. Para a FIEMG, o momento de correção fiscal pelo qual passa Minas Gerais pede a contribuição de todos. “Devemos, todos, pleitearmos a saúde financeira do Estado, incluindo os servidores públicos, maiores interessados em ter os salários pagos em dia e sem fracionamento”, afirma Roscoe. Hoje, a situação financeira do Estado é calamitosa – já se gasta mais do que se arrecada e Minas Gerais é um dos que mais apresenta problemas fiscais no país. “O reajuste dos servidores põe em sério risco, inclusive, o Plano de Recuperação Financeira do Estado, fundamental para o futuro das contas públicas mineiras”, pontua Roscoe. O PL 1451/2020 foi enviado à ALMG pelo Executivo, propondo o reajuste nos salários da área de segurança pública. Em plenário, o Projeto de Lei recebeu emendas para que os aumentos se estendam a todas as demais categorias de servidores. Em votação, tanto o texto original como as emendas foram aprovadas. A FIEMG pede que o governador Romeu Zema reveja sua posição e vete integralmente as propostas, inclusive a parte que trata da segurança. “Contamos com o engajamento e apoio da sociedade para resgatarmos Minas Gerais”, conclama o presidente da entidade.

Amor e ódio!

A política reúne os mais diversos sentimentos antagônicos em seus integrantes. Não é raro vermos exemplos de separação entre amigos, união entre adversários, multiplicação financeira, amores, ódio e discórdia na política local. Temos diversos casos nas últimas décadas! Mas as eleições de 2020 possuem um ingrediente especial pois pode colocar em lados opostos amigos do passado, que hoje não são mais tão amigos. E em se tratando de política, o “adversário do meu adversário pode ser meu aliado”. Vamos explicar! Vejam, por exemplo, que Rogério Bueno e Geisa Teixeira foram aliados no PT e hoje estão separados, Rogério foi para o PSB e, dizem, não é mais “querido no PT”. Já o PP, no passado, tinha Leandro Acayaba, Leonardo Ciacci e Zacarias Piva como amigos ao estilo “três mosqueteiros”. Hoje, cada qual segue seu rumo. Ciacci no controle do PP, pode ser candidato, para desgosto dos dois ex-colegas de partido. Coisas da política! Já pensou se a repulsa do PT a Rogério e o desdém do PP a Piva e Acayaba reúnem num mesmo palanque Rogério, Zacarias e Leandro? A conferir!  

Perguntar não ofende

Os aumentos salariais aprovados aos servidores públicos municipais e estaduais, num momento de fragilidade da economia é uma prova de populismo, despreparo ou ação eleitoreira dos governos municipal e estadual? Adivinha quem vai pagar a conta?

O vice-prefeito já definiu o partido pelo qual vai concorrer nas eleições deste ano? Quem será seu vice? Geisa Teixeira será candidata a prefeita em Varginha? Estas são as três perguntas que ainda amarram o desenrolar da política local para as demais legendas!

Leonardo Ciacci, eterno candidato que nunca reuniu coragem de arriscar eleição fora da Câmara, vai “desistir novamente ou dará a cara a tapa” nestas eleições? A possibilidade de enfrentar os “ex-amigos Zacarias Piva e Leandro Acayaba aterroriza Ciacci”? Será?

Como o vice-prefeito Vérdi Melo poderá mostrar “independência e força política” se precisa “equilibrar” para não contrariar o prefeito que deseja fechar com “chave de ouro” seu provável último mandato da carreira política? Será que Antônio Silva vai se aposentar?

 

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