Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
Cemig e as fortes chuvas registradas no Sul de Minas; Cultura, negócios e política; Remediar e planejar;
21/02/2020

 Cemig e as fortes chuvas registradas no Sul de Minas

A Cemig contabilizou cerca de 2.400 atendimentos emergenciais decorrentes das fortes chuvas que atingiram o Sul de Minas desde a semana passada. Isto representa um aumento de cerca de 400% em relação aos dias normais. Para dar contas dos chamados, a empresa aumentou o contingente de empregados para auxiliar no atendimento das ocorrências, contando com mais de 470 eletricistas, técnicos e engenheiros, que atuaram ininterruptamente na recomposição dos danos causados à rede elétrica em diversos municípios da região. Segundo o gerente de Serviços Comerciais e Emergenciais de Distribuição Sul, Fernando César Bragança, durante os dias de maior intensidade das chuvas, a empresa chegou a substituir cerca de 26 postes na região, que foram danificados em virtude da erosão do solo causada pela força das águas. O engenheiro destaca ainda que a Cemig destinou, desde o início das chuvas que atingiram o estado no final de janeiro, um contingente extra da força de trabalho, com milhares de profissionais mobilizados para o restabelecimento de energia, e tem mantido constantemente contato com os órgãos públicos de defesa civil e proteção social. A Cemig conta com um serviço de meteorologia, que prevê a ocorrência de tempestades. A partir dos alertas emitidos, é redimensionado o número de operadores da central de atendimento ao cliente e das equipes para realizar os serviços de restabelecimento de energia, de forma a atender a demanda extraordinária que surge com as chuvas. A Cemig, pelo tamanho da empresa, importância do seu trabalho e volume de arrecadação, sabe-se, é a “joia da coroa” do Governo de Minas, não por acaso, no governo, muitos querem vendê-la e outros tantos comandá-la!

BH: Minas ganha destaque nos destinos mais procurados do Carnaval

O site de hospedagem Airbnb fez um levantamento sobre os destinos turístico mais procurados pelos foliões para curtir o Carnaval. A capital mineira lidera o levantamento em Minas Gerais. Capitólio, Ouro Preto, Três Corações, Poços de Caldas, Tiradentes, São João del Rey, São Lourenço, Passos e Camanducaia aparecem como destinos mais requisitados na plataforma digital. Já a Associação Brasileira de Agências de Viagens fez um ranking dos destinos mais procurados no Brasil. O Rio lidera, seguido de Belo Horizonte, à frente de Salvador e São Paulo. Certamente que a economia de BH será positivamente afetada pelo número de turistas que chega a cidade para o Carnaval. Isso mostra que Varginha acertou ao reativar o Banho da Doroteia, contudo, ainda falha ao não realizar a festa momesca em parceria com a iniciativa privada, visando ampliar o número de visitantes em Varginha e dinamizar o comércio interno. Certamente que o turismo de eventos pode ser uma grande fonte de renda para a cidade, como já acontece com Poços de Caldas e outras cidades próximas.

Cultura, negócios e política

A Fundação Cultural de Varginha tem diversas estruturas sob seu controle como Theatro Capitólio, Foyer, prédio da Estação, Museu etc, e nem todos estão com agenda completa, muito pelo contrário. Alguns como o prédio da Estação limitam-se a promover o Quinta da Boa Música e alguns outros raros eventos internos. É preciso que a Fundação Cultural e todas as suas estruturas sejam verdadeiramente utilizadas, parcerias com a iniciativa privada, escolas, universidades, realização de eventos diversos preencham as datas de ocupação dos espaços culturais locais. Isso pode ser fonte de renda ao município e oportunidade de atração e cultura para a sociedade. Sem falar que, principalmente em ano eleitoral, mostrar serviço é sempre bom! Ainda mais no caso da Fundação Cultural que lida diretamente com a população. Sem falar que, possivelmente, o tema Cultura pode ficar em alta nestas eleições, caso realmente o ex-superintendente da Fundação Cultural Leandro Acaiaba e o servidor de carreira, Jonas Loureiro (TV Princesa) sejam mesmo candidatos a prefeito em Varginha nestas eleições. Temas como o abandono do prédio do Cine Rio Branco e a melhor utilização da estrutura de mídia da Prefeitura de Varginha podem vir ao debate político. Desnecessário dizer que o Cine Rio Branco, com sua importância cultural e imobiliária não pode permanecer apodrecendo aos poucos como está agora. Da mesma forma, a Fundação Cultural de Varginha que controla a TV Princesa, Rádio Melodia e Jornal Varginha conversa muito pouco com a sociedade! Prova disso é que “qualquer doido varrido” que faz lives pelo Facebook consegue picos de audiência quando “surra o governo” e deixa no chinelo a audiência de três órgãos de comunicação públicos que deveriam ser mais representativos na cidade!

Saco de bondades eleitorais: Irresponsabilidades e merecimentos

A Prefeitura de Varginha concedeu aumentos de 10% para todos os servidores públicos da administração direta e indireta, inclusive cargos comissionados e pensionistas do município. O aumento foi aprovado, por unanimidade, pela Câmara de Vereadores. O aumento é retroativo a janeiro de 2020 e já começa a ser pago no mês que vem! Não passa despercebido que o aumento real, acima da inflação, ocorre a cerca de sete meses das eleições, num momento em que o vice-prefeito, possivelmente o “candidato oficial do governo”, tenta sair na frente da disputa agradando o funcionalismo com um aumento de salário perigoso, que será pago pelo contribuinte municipal. Perigoso porque a economia municipal e nacional não suporta aumentos de salário para o funcionalismo público, que aliás, na média, já ganha mais que o trabalhador da iniciativa privada. Segundo porque também, aumento de salário dado, nunca mais volta atrás, pois servidores possuem irredutibilidade de salários e a “gracinha com o bolso do contribuinte” não garante que o funcionalismo vai apoiar automaticamente o candidato do governo! Pelo contrário, é sabido que algumas categorias dos servidores públicos municipais, mais a esquerda, devem apoiar os candidatos da oposição! Além disso, o próprio contribuinte e eleitor, aquele responsável que sabe valorizar a meritocracia e o momento econômico do país, pode muito bem ficar “P” da vida com o aumento salarial e pré-eleitoral, dado na contramão do que se tem pregado atualmente. Ademais é sabido que no serviço público municipal existem categorias que trabalham muito e ganham pouco, bem como existem categorias que trabalham pouco e ganham muito! Sendo assim, um aumento genérico para todos é injusto e penaliza os cofres públicos que já possuem pouquíssimos recursos próprios para investimentos. Melhor seria fazer planos de carreiras para valorizar cada categoria do serviço público, pesando trabalho, salário e mérito de cada setor! Afinal, tratar os desiguais de forma igual, não é justo!

Saco de bondades eleitorais: Irresponsabilidades e merecimentos – parte 02

O aumento salarial de 10% dado aos servidores públicos em 2020 observa também algumas questões que precisam ser destacadas. Vejam que o índice inflacionário de 2019, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - foi de 4,31% o que precisa ser abatido nos 10%. Além disso, é fato que, já há alguns anos o funcionalismo público não tem aumento real dos salários, ou seja, aumento acima da inflação. Mesmo não sendo comum nesta época de recuperação fiscal, em que o Estado parcela salários e muitos municípios nem mesmo estão pagando em dia, Varginha conceder aumento acima da inflação é mesmo uma raridade e valorização dos servidores. Mas é fato que cabe ai uma exploração política para que dizer que a medida pode ser eleitoreira, pelo casuísmo do momento pré-eleitoral. De qualquer forma, o aumento real dos servidores, em torno de 5,7% (descontado a inflação) é algo que salta os olhos pois trata-se de valores brutos na casa dos milhões, quando se observa o peso anul da folha de pagamentos do Executivo. Sem falar que haverá também pressão dos servidores do Legislativo para conseguir, igualmente, aumento real acima da inflação! A julgar pela “facilidade com que o saco de bondades do aumento passou pela Câmara” é bem possível que o Legislativo não demore a aumentar os salários na Casa Azul, devido ao efeito cascata de tais aumentos. Vemos que não é possível afirmar que o aumento é errado, mas sim, inoportuno! Mas cabe uma pergunta importante: qual o benefício imediato para a população de Varginha que vai pagar tal conta? Este aumento, se fosse convertido em obras e investimentos, não poderia estruturar a cidade para que tragédias das chuvas como a ocorrida no Santa Maria fossem impedidas?

Perguntar não ofende

A sequência de condenações e mesmo a força de uma liminar não impede que pessoas sem bens e recursos, como o “atrevido” Juliano Rodrigues, permaneça ofendendo instituições e pessoas! Será que a Justiça e a lei ainda tem força ou moral em Varginha?

É possível que os esperados embates políticos locais, tornem as eleições de 2020 as mais disputadas dos últimos anos! Será que temos em Varginha profissionais do Direito na OAB, Magistratura e MP eleitoral, aptos e conhecedores das novas leis eleitorais?

Os danos provocados pelas chuvas no bairro Santa Maria serão reparados? Mas será que serão feitas obras paliativas ou serão tomadas medidas resolutivas que impeçam de vez que, novamente, tenhamos danos e risco para quem mora e paga impostos ali?

Neste último ano de governo vamos ter mudança no primeiro escalão do governo municipal? Quais os partidos da base que não aceitarão o candidato oficial do governo? Quais legendas de fora da base governista devem aderir ao candidato oficial?

O articulador político Luiz Fernando Alfredo não está mais no primeiro escalão da Prefeitura de Varginha. Será que Antônio Silva “aposentou mais cedo o amigo” ou foi Vérdi Melo que perdeu um hábil articulador para sua campanha? O tempo dirá!

Remediar e planejar

A Prefeitura de Varginha encaminhou equipes da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos, já na manhã desta terça-feira, para a região do bairro Santa Maria e Av. do Contorno, afetadas pelas fortes chuvas que castigaram Varginha nos últimos dias. As equipes estão trabalhando em locais que mais sofreram danos, limpando e desobstruindo vias pela cidade. Os principais pontos afetados foram as margens do Ribeirão Santana (bairro Santa Maria), onde a água subiu e atingiu vários imóveis e também na Avenida do Contorno que teve dois deslizamentos de terra (um próximo ao trevo de acesso a Elói Mendes e outro próximo ao radar). As equipes trabalham com máquinas pesadas como caminhões, máquinas carregadeiras, retroescavadeiras, caminhões caçamba e caminhão-pipa. A prefeitura informou que a manutenção no Ribeirão Santana ocorre regularmente, com roçada conforme legislação ambiental. A população não deve jogar lixo e entulho no Ribeirão, pois a limpeza mais profunda do local depende de autorização do órgão ambiental estadual, o que impede que a limpeza seja feita com a regularidade necessária. Alguns técnicos em engenharia ouvidos pela coluna dizem que é preciso que a Prefeitura de Varginha realize medidas profundas na região do Santa Maria e outras áreas da cidade a fim de que novas chuvas e outras ações da natureza não causem danos aos moradores. Nossa cidade não possui um Plano Diretor vigente, o que atrapalha o planejamento e fiscalização do crescimento ordenado de Varginha. Vale ressaltar que, neste governo, foi vetado o projeto do Plano Diretor votado e aprovado na Câmara, com participação da sociedade civil. O Plano Diretor abordava ações e obras necessárias para impedir que tragédias como a ocorrida no Santa Maria voltem a ocorrer. Será que as autoridades locais aprenderam a lição de que é precisa mais que prevenir, mas também planejar o futuro de forma inteligente para que tenhamos segurança no crescimento da cidade?

 

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