Coluna | Periscópio
Wender Reis
Pedagogo e Orientador Social, curioso observador de tudo que causa espanto no mundo.
Ensino ensino meu
21/01/2020
Existe um senso muitíssimo comum que diz que a educação no Brasil é ruim porque tem desvio de recursos, corrupção e que o investimento público é muito pequeno. Sim, todos esses fatos contribuem muito para os nossos baixos índices de qualidade do ensino, sem sombra de dúvida, mas existe algo a mais. Uma outra verdade é que gastamos mal os recursos da educação básica país a fora. Programas e prioridades duvidosas passam ao largo de avaliações criteriosas que poderiam indicar se seus resultados valem mesmo a pena. 

É presença assídua nos noticiários o desvio de verbas da educação para as mais variadas finalidades, sobretudo corruptas, especialmente em cidades interioranas, onde superfaturamento de merenda, prefeitura recebendo por escolas inexistentes é uma triste verdade. Entretanto, a realidade é sempre mais complexa.   

O sistema de ensino é um setor estratégico para qualquer país, logo ele diz muito da competência da gestão pública. Nossos índices mostram que estamos anos luz de países desenvolvidos e isso indica que devemos discutir não só o investimento público em si, mas também a sua gestão. 

A partir dos anos noventa o Brasil intensificou sua caminhada rumo a universalização do ensino, com algumas ressalvas, podemos afirmar que conseguimos. Contudo, colocar todo mundo na escola não é garantia de uma educação de qualidade. Tanto que temos assistido um aumento progressivo da evasão escolar nos últimos anos. Para concentrar esforços na qualidade das escolas e do ensino precisamos transpor falácias políticas que tratam a educação sem a seriedade devida. 

A democratização do ensino passa por manter a sociedade bem informada acerca das limitações das nossas escolas. Muitas gestões atuam tentando ocultar dados e a realidade. Isso é um erro, pois afeta diretamente o empenho da sociedade em si. Ações compartilhadas geram mais resultados. Neste sentido, não basta gastar dinheiro às cegas, pois o investimento só refletirá positivamente no desempenho dos estudantes se diversificar suas experiências educativas dentro das escolas. Ademais, outro ponto importantíssimo é o papel do professor. Valorização profissional não diz repeito apenas à folha salarial e, sim, muito mais, sobre como o trabalho docente encontra apoio e subsídio para ser efetivo no dia a dia. 

Isso aqui é uma agenda menos complexa do que parece, porém ainda é vítima da falta de profissionalismo político Brasil a fora.

 

 

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