Coluna | BRASILzão
Fábio Brito
Presidente da Empresa das Artes, editora com mais de 160 obras publicadas nos segmentos de turismo, meio-ambiente e cultura; de guias de viagem a livros de arte. Os textos de Brasilzão são de sua autoria.
Desafios para 2019
03/01/2019
Iniciamos o ano de 2019 com a expectativa de uma melhor compreensão da Cidade de São Paulo ao buscar enxergar o pouco que resta da arquitetura Art Déco em suas ruas centenárias.

No entorno da Praça Marechal Deodoro, por exemplo, 18 edifícios foram objetos de tombamento junto a este logradouro público. Podemos citar alguns edificios , que fazem parte do conjunto de prédios remanescentes do Século 20, anos 30, os quais tinham mais andares que os demais naquele período. Entre os prédios residenciais do território paulistano, encontramos o edifício Porchat e o Edifício Tupã, de autoria dos arquitetos Rino Levi e Samuel Roder, os quais são representativos do Art Déco nas edificações residenciais na Capital Paulista.

Em um rápido passeio pela Avenida São João, ao longo da Avenida Angélica ou da Rua das Palmeiras, encontraremos ainda alguns exemplares emblemáticos que não foram totalmente desfigurados pela pauliceia desvairada que não respeita o semblante de seu passado arquitetônico-cultural.

Neste dia primeiro do ano, extasiei-me face ao Edifício Conde Matarazzo onde, atualmente, se encontra a Prefeitura de São Paulo. O arquiteto Marcello Piacentini concebeu o Edifício em 1939, anos após a remodelagem do Viaduto do Chá, que também é uma expressão Art Déco no território da Capital.

A menos de 300 metros, tive a oportunidade de registrar fotograficamente o Edifício João Brícola onde encontrava-se, há alguns anos atrás, o departamento de lojas Rede Mapping, na Praça Ramos de Azevedo e, sabiamente, o arquiteto-engenheiro e artista plástico Eliasário Bahiana soube desenhar as linhas mestras Art Déco da fachada do Edifício. Em frente encontra-se o Theatro Municipal, uma obra preciosa do arquiteto Ramos de Azevedo. 

Continuei caminhando e encontrei-me em frente da Biblioteca Mário de Andrade que estava fechada devido às festividades de final e de inicio de ano. Porém o semblante sóbrio da mais importante Sala de Leitura Paulistana me fez pensar sobre o vasto conhecimento existente em milhões de páginas de obras que se encontram em suas prateleiras e à disposição do leitor assíduo.

Continuo perambulando e busco enxergar em algumas fachadas, menos emblemáticas ou simbólicas, vestígios de componentes do estilo Art Déco na Arquitetura Paulistana e fico surpreso ao constatar que, embora de forma sofrível, existam prédios que resistiram ao descaso dos habitantes e das autoridades que não conseguem enxergar o eu valor histórico-cultural dentro do contexto urbano.

Fica, portanto, a esperança de que a obra editorial que pretendemos publicar ainda neste exercício de 2019 possa contribuir para que tenhamos um olhar mais atento, crítico e carinhoso para esta manifestação arquitetônica que ocorreu nos anos 20, 30 e, um pouco mais tardiamente, nos anos 40 no nosso País e que constituem um legado histórico subestimado pela maior parte dos habitantes do nosso país. O Art Déco.

 

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