Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
Voltando ao povo?; Mudança no time; O destino dos medalhões; Trabalho sério!
25/11/2018

Voltando ao povo?

O diário oficial do município trouxe uma mudança na Lei nº 6.170/2016 que trata da utilização do Estádio Municipal de Varginha (Melão). Pela mudança, o Estádio Municipal poderá ser liberado nos meses de dezembro, período de férias dos campeonatos oficiais das Federações e Confederação de Futebol, para realização de jogos comprovadamente beneficentes. Os jogos deverão ser agendados e gerenciados com antecedência na Secretaria Municipal de Esportes - Semel, deverão ser em números limitados para não causar danos ao gramado, e não poderá haver cobrança de ingressos a não ser alimentos destinados para alguma entidade, a qual deverá enviar um ofício atestando que será beneficiada, devendo a mesma ser responsável pela portaria e recebimento dos alimentos doados, diz a lei modificada recentemente.

Anteriormente à mudança da lei, o Estádio Municipal Melão estava “privatizado ao Boa Esporte” que utilizava com exclusividade aquele bem público como se fosse o dono do imóvel. O time, nos bastidores, chegou inclusive a “vetar” a utilização do estádio municipal para esportistas e times amadores locais, bem como para a realização de eventos como shows etc. A mudança da lei é um avanço, mas não podemos permitir que tais parcerias do governo municipal “privatizem na prática” o uso de bem públicos por parte da população! A conferir! 

Mudança no time

Outra mudança importante foi publicada no diário oficial de 14 de novembro, a troca repentina no comando da Fundação Cultural de Varginha. O diretor Superintendente, Leandro Acayaba de Rezende, deixou o cargo, bem como os cargos que também acumulava, de presidente do Conselho Municipal Deliberativo do Patrimônio Público e Conselho de Programação da Fundação Cultural. O vice-prefeito Verdi Melo, vai ocupar os cargos interinamente.

Nos bastidores não se sabe ao certo qual a razão da saída de Leandro Acayaba, uma vez que o mesmo gostava da área e vinha fazendo um bom trabalho na pasta. Todavia, segundo fontes da coluna, Acayaba teria tirado férias e depois não retornado ao trabalho, dias após o término de suas férias, Leandro teria mandado uma carta ao prefeito informando sua saída. A forma como se deu os fatos, cheia de mistério e sem explicação, teria causado muito desconforto no Executivo, em que pese o apresso que o próprio prefeito tem pelo agora ex-diretor. Os dois já formaram chapa juntos para disputa da Prefeitura de Varginha no passado! Também nos bastidores, o promoter cultural, Lindon Lopes, que já ocupa cargo indicado na Fundação Cultural, teria sido sondado para ocupar a vaga de Leandro, porém não se sabe por quanto tempo Verdi Melo ficará interino no cargo.

A realidade é que Leandro Acayaba é um grande defensor da Cultura na cidade e responsável por muitas conquistas na área, muitas delas em sua passagem pela Fundação Cultural. Mesmo não tendo cumprido todo o período esperado a frente da Fundação Cultural (em tese Leandro ficaria no cargo até o final da gestão Antônio Silva em dezembro de 2020), é certo que o mesmo vai continuar sua defesa da Cultura local, mesmo porque isso é uma de suas paixões! Bem como também é muito provável que Acayaba continue na política local, mesmo que nos bastidores! Embora já tenha amargado derrotas nas urnas e conquistado adversários ferrenhos na política, Leandro Acayaba tem um histórico positivo em sua vida pública, como muitas vitórias, conquistas para a cidade e muitos amigos ao longo de sua trajetória. Homem público com credibilidade e amizades nos mais altos escalões, professor universitário querido na Faculdade de Direito de Varginha, Leandro Acayaba é um dos primeiros “medalhões políticos” a deixar o governo Antônio Silva, que depois das eleições de 2018, caminha para seu fim em 2020, logo alí!

 

Perguntar não ofende

Na escala de prioridades das autoridades legislativas a defesa dos animais está á frente da defesa das pessoas? A defesa dos direitos humanos de bandidos está a frente dos direitos humanos das vítimas e cidadãos de bem? Porque a inversão de valores?

 

Na Fundação Cultural de Varginha, o contrato número 014/2018, datado de 08/11/2018, pretende gastar R$ 31.800,00 (trinta e um mil e oitocentos reais) em impressão de documentos e cópias reprográficas! Parece muito para xerox não? É isso mesmo?

 

A Prefeitura de Varginha poderia realizar concessões e/ou privatizações que reduzissem o tamanho da máquina pública e enxugassem os gastos? Estruturas como a Rodoviária, Aeroporto, Estádio Municipal e alguns Parques, precisam ser custeados pelo povo? 

O modelo de Parceria Público Privada que construiu o trevo do aeroporto com custo menor e em tempo reduzido pode ser levada para outras áreas da administração municipal? Onde a iniciativa privada poderia contribuir e reduzir custos públicos? 

O destino dos medalhões

A coluna ainda não teve a oportunidade de conversar com medalhões da política local como Geisa Teixeira, Dilzon Melo e mesmo Antônio Silva. Mas é certo que o trabalho de ambos até 2020 será importante para o desfecho das próximas eleições. Quanto ao ainda deputado estadual Dilzon Melo, há rumores que ele volte a residir em Varginha onde concentra boa parte de seus negócios e propriedades, sem esquecer que o parlamentar também possui liderança em cidades da região como Boa Esperança, Campos Gerais etc. É pouco provável que Dilzon vá se aventurar a ser candidato em 2020, contudo, é certo que vai tentar emplacar “algum dos seus” no comando das cidades onde tem influência, e a principal cidade é Varginha. Hoje no comando da cidade, o PTB não deve abrir mão deste espaço, mesmo existindo entendimentos anteriores com o vice-prefeito Vérdi Melo (PSDB). Já quanto a Geisa Teixeira e seu desgastado PT, não se sabe se a deputada que conseguiu dez mil votos em Varginha vai enfrentar uma disputa pela Prefeitura de Varginha em 2020, mas a hipótese não é descartada. Geisa Teixeira comprou muitas brigas no PT, com líderes do partido como Odair Cunha entre outros. Foi abandonada por alguns líderes locais da legenda e o PT já não tem o mesmo poder na cidade. Contudo, a popularidade e influência de Geisa Teixeira no eleitorado local não pode ser ignorada. Se quiser, a ex-primeira dama pode montar forte palanque em 2020. Mas vai precisar “negociar na legenda” se quiser o PT unido em torno de seu nome. Lideranças como Rogério Bueno e mesmo o deputado eleito Cleiton Oliveira vão participar deste processo. Existem inclusive rumores que Rogério Bueno poderia deixar o PT para ser candidato em 2020, talvez, dobrando com Geisa! Será? 

O destino dos medalhões 02

O PT sofreu muito nestas eleições, no Brasil e em Minas, todavia a legenda ainda é uma das principais do cenário político nacional, possui tempo de TV, enorme recurso do Fundo Partidário e militância reduzida, mas fiel! Alguns fatores como tempo de TV e recurso partidário foram “desconstruídos” depois da eleição de Bolsonaro e Zema, que não tiveram tais benesses como os demais, e ainda assim, venceram as eleições. Todavia, as legendas tradicionais devem ter melhor desempenho nas eleições municipais de 2020, que nas eleições de 2018. As eleições municipais são mais localizadas e conta muito a capilaridade dos partidos e o histórico das lideranças. O prefeito Antônio Silva não definiu o cronograma de sua atuação nesta segunda metade de seu governo. Mas certamente vai tentar reequilibrar as contas do município diante do enorme calote nos repasses de recursos do Governo de Minas. A meta é fechar o governo sem “esqueletos no armário e com a cidade em dia” e pode não ter como deixar muito recurso em caixa! Certamente Antônio Silva vai tentar fazer o seu sucessor, o primeiro nome seria o vice, Vérdi Melo, sua eventual candidatura não “ganhou força para voar” e isso será difícil de acontecer. Um dos principais problemas é que, na própria base do prefeito, existem outros nomes que desejam sucedê-lo, e isso tem causado “ruídos na base de apoio, o que vai aumentar com a chegada da eleição em 2020”. 

O destino dos medalhões 03

O prefeito Antônio Silva, a exemplo do ex-prefeito Eduardo Corujinha quando deixou o Poder, deve ficar restrito aos bastidores políticos apenas quando sair da Prefeitura. Pelo menos é esta a expectativa de muita gente. Mas o caso de Toninho é diferente de Corujinha, pois o atual prefeito espera fazer o sucessor e também deixar o governo municipal melhor que recebeu, mesmo que não deixe muito recurso em caixa, mas deixaria com boa expectativa de receita futura. Além disso, Corujinha deixou o Poder e foi abandonado pelos “companheiros”, algo difícil de ocorrer com Antônio Silva que tem um grupo político próprio como Márcio Erbst, Luiz Fernando, Júlio Cazelato, Aristides Ribas, etc. Vale ressaltar que o hoje sumido Eduardo Corujinha era “agregado de um grupo político o qual não tinha ascendência”, bem diferente do atual prefeito. Mas ainda assim, Toninho vai “perder brilho” a medida que for terminando o governo e for substituído. Muitos dos secretários que passaram pelas gestões de Antônio Silva, dizem que o prefeito “gosta do cargo, mas sabe que ele não será eterno”. A maioria daqueles que convivem com o atual chefe do Executivo municipal dizem que ele mudou com os anos e “aprendeu a relevar para conviver melhor com os altos e baixos da política”. Talvez seja por isso que o prefeito tenha se “reaproximado da imprensa que o criticava e de alguns antigos adversários políticos que hoje até integram seu governo”. Antônio Silva mudou mesmo, parece que não busca mais o “poder pelo poder, afinal, já o conseguiu e entra para a história como o homem que mais esteve como prefeito”. Só não contava com as dificuldades políticas e administrativas naturais da gestão, seguidas de um calote milionário do governo estadual em meio a uma grande crise político/financeira no Brasil”, o que, com certeza, não vai permitir que Toninho conclua sua gestão como espera em sua biografia! A conferir! 

Trabalho sério!

A coluna é uma “ácida fiscalizadora” da atuação do Judiciário e do Ministério Público em Varginha, bem como retrata a todo momento que tais instituições, de modo geral, precisam ser mais eficientes à população. Não é mistério que o Judiciário e o Ministério Público são por demais “caros e pesados” para o bolso do pobre contribuinte, em que pese a atuação positiva de muitos magistrados e membros do Ministério Público. Mas no caso específico de Varginha nestas eleições, a coluna precisa ser justa no aplauso às duas instituições. Tanto o Judiciário quanto o Ministério Público agiram firmemente no cumprimento das leis e souberam usar da razoabilidade na condução dos diversos e variados casos que surgiram na cidade, e não foram poucos os problemas. Na verdade, a cobrança geral da população por homens e mulheres de bem no setor público inibiu muitos “maus feitos” antes comuns em eleições, o que ajudou o trabalho da Justiça e do MP. Ainda assim, é certo que as duas instituições (Justiça e MP) em Varginha estão cada dia mais amadurecendo e ganhando “canais de comunicação” com a sociedade civil organizada. Na medida que estes poderes participam mais do dia a dia da população, vão entendo melhor como atuar para melhorar a vida em sociedade! E foi isso que aconteceu em Varginha nestas eleições, juízes e promotores estiveram mais perto do povo e mesmo dos (bons) homens públicos o que resultou em eleições mais tranquilas. Assim, Justiça e Ministério Público fizeram por merecer os parabéns da Coluna, vale ressaltar, mereceram os parabéns e não os mais de 16% de aumento proposto pelo STF.

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