Coluna | Cidadania Reativa
Willes Silva Geaquinto
Psicoterapeuta Holístico, Consultor e Palestrante Motivacional, Escritor - Autor dos livros "Cidadania, O Direito de Ser Feliz” e Autoestima – Afetividade e Transformação Existencial

Interatividade: Os textos desta coluna expressam apenas a opinião do autor sobre os assuntos tratados, caso o leitor discorde de algum ponto ou, até mesmo, queira propor algum tema para futura reflexão, fique a vontade para comentar ou fazer a sua sugestão.

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Falta Oposição competente!
18/03/2010
Algo bastante perceptível no meio político de Varginha é a inexistência de uma oposição política organizada, ativa, transparente e competente. Parece-me que os opositores da atual administração, a exemplo do já ocorrido em tempos recentes, têm preferido ficar hibernando para só aparecerem nas próximas eleições. Creio eu que o mais construtivo seria pronunciarem-se sobre os problemas da cidade, fazerem suas críticas em aberto e, quem sabe até, sugerirem medidas para o bem da cidade e seus munícipes. Ficar tecendo críticas nos cafés ou reuniões etílicas em nada contribui para o debate político que deveria haver em razão da situação lamentável em que a cidade se encontra. Fazer oposição não é só falar mal de quem está no poder, é ser propositivo também.

Quando no ano passado escrevi sobre a falta de política em Varginha, eu já alertava sobre a importância do fazer político em alto nível, mas, a impressão que colhi foi de que há um grande desinteresse em debater politicamente um projeto para o município. Os partidos políticos de oposição pelo visto não possuem estrutura e nem vontade para promover esse tipo de discussão. Ou, quem sabe, isso se deva ao fato de possuírem apenas motivações de caráter eleitoral, ou porque carregam uma soma de interesses individuais ou de grupos, sem nenhuma coerência ideológica ou programática. Até mesmo o Partido dos Trabalhadores que em sua origem primava por possuir um viés ideológico definido, já não é mais o mesmo e iguala-se aos demais quando repete suas práticas e vícios, ao invés de, mesmo no poder, fazer a sua autocrítica.

Voltando ao cerne principal dessa reflexão, o que vemos hoje em Varginha é uma oposição bastante camaleônica que se veste e se transveste a todo tempo de acordo com os interesses do momento. Com um discurso dúbio sobre “o bem de Varginha”, vemos seus representantes, eleitos ou não, ora de um lado ora de outro, como se fossem malabaristas mal treinados tentando equilibrar-se na corda bamba daquilo que ousam chamar de política. Enfim, penso que nesse mar de incompetência política que Varginha se transformou, cada um dos artistas deste imenso circo(respeitável público!) procura nadar de acordo com aquilo que lhe favorece, o futuro da cidade e de seus habitantes parece pouco importar. Para estes, nas próximas eleições basta criar um bom slogan, declarar amor pela cidade e fazer mil promessas que o espetáculo novamente terá inicio.

E por falar em política municipal, não sei se o leitor-cidadão mais atento já observou que, vez por outra, surge um arauto interesseiro anunciando ou querendo apontar alguma “nova liderança” para a política da cidade. Faz-se assim com secretários vaidosos, com detentores de mandato na Câmara e com outros dirigentes de alguma entidade pública, como se esses espertalhões estivessem competência ou algum credenciamento para nomear quem é ou não líder, ou quem está ou não preparado para o exercício de algum cargo público. O pior é que muitos até estimulam essa verdadeira feira de vaidades, contando que os eleitores sejam ignorantes e manipuláveis. Pode até ser que alguns ainda sejam, mas, nem todos!

Mudando de assunto. Dia desses a Ouvidoria Municipal veio a público para vender o seu peixe. O interessante é que, segundo informações, a Ouvidoria recebe mais ou menos 50 reclamações por mês. Sendo que na maioria das vezes o que ela faz é apenas encaminhar a reclamação para o órgão competente, sem comprometer-se em dar resposta sobre a resolução do problema ao reclamado. Aí há que se perguntar se a Ouvidoria só faz encaminhar reclamações, por que não reclamar direto ao órgão competente ou incompetente? No mais, parece-me que o povo de Varginha é mesmo muito passivo, pois, do jeito que a cidade se encontra 50 reclamações ao mês é muito pouco. E mais, no site da Prefeitura informa-se que esse serviço da Ouvidoria é gratuito. Não é não, todos nós pagamos por ele! Quer aumentar as reclamações? Ligue 3690-2045, ou entre no site www.varginha.mg.gov.br/ouvidoria-municipal e faça sua reclamação, quem sabe alguém te ouça.

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