Coluna | BRASILzão
Diego Gazola / Fábio Brito
Diego Gazola,(MTB-SP-44.350), é repórter-fotográfico.Graduado em Comunicação Social pela UMESP-SP, tem se especializado em fotojornalismo de viagens. Em cinco anos, já percorreu mais de um mil municípios em todo o Brasil para avaliação dos atrativos e documentação fotográfica dos Guias Turístico-Culturais da editora Empresa das Artes.As fotografias de Brasilzão são de sua autoria.
diegogazola@uol.com.br

Fábio Brito. Presidente da Empresa das Artes, editora com mais de 160 obras publicadas nos segmentos de turismo, meio-ambiente e cultura; de guias de viagem a livros de arte. Os textos de Brasilzão são de sua autoria.
fabiobritocritica@yahoo.com.br
São Paulo: capital do grafite ou da pichação?
20/07/2009

Formas artísticas e cores insinuantes

Quem será o artista oculto?

Uma fachada não convencional

Imitando a realidade

- O que você acha da arte dos grafiteiros?

- Há uma controvérsia: algumas cidades são alvos de vândalos e há uma confusão enorme entre o grafiteiro e o pichador. Centros urbanos como Barcelona, Rio de Janeiro, Curitiba, Londres e até Paris são vitimas de irresponsáveis que não respeitam os imóveis que pertencem à comunidade e que são desfigurados com rabiscos e sujeiras ou borrões de tinta que emporcalham o visual da urbe.

A música, um componente da vida na cidade

-Acalme-se. Acho que você não está entendendo a minha pergunta. O Grafitto, em latim, se refere ao ato de escrever-se com carvão. O grafite é o material de carbono que você encontra no miolo dos lápis e das lapiseiras. Em grego, graphéin quer dizer escrever.


Imaginação e poder

- Muito bem professor. Porém como você me justifica a desordem urbana provocada pela poluição visual que resulta dessa apropriação indevida de logradouros públicos os quais são desrespeitados e sofrem desta invasão, desta agressão constante?

- Por favor, vamos retomar o diálogo? O grafite tornou-se uma arte urbana onde jovens e pessoas compromissadas - e, portanto repletas de criatividade – expõem o seu espírito artístico com tintas spray, formas geométricas e levam adiante as suas mensagens muitas vezes de cunho político ou social, de forma harmônica, explicita e colorida.


Revivendo a arte de outrora

Uma visão cósmica na urbe

- Você não me convence. O hip hop, originário dos guetos americanos apareceu como uma expressão de rebeldia, de manifestação tão desconexa como o Rap que aborda temáticas insensíveis, cruéis, desinteressantes e às vezes medíocres, seja melodicamente ou com letras e frases que se parecem com uma gigantesca confusão mental.


O convívio em meio urbano

Desenhos com embasamento

- Sinto em você uma grande dose de desinformação, de preconceito ou de falta de cultura e de desconhecimento. É verdade de que muitas versões afirmam que o grafite é originário de várias gangues dos guetos de Nova Iorque que buscavam expressar a sua arte – e a sua criatividade – pois se sentiam rejeitados pela sociedade local. Nasceu assim a cultura de arte nas ruas.


Situações de vida intensa

Alegrando a vida dos sem-teto

- Isso para mim é vandalismo, falta de respeito ao patrimônio urbano que pertence a todos nós. Fico horrorizado quando constato toda essa pichação nas paredes, nos muros, nas portas e janelas dos grandes cidades vitimas dessas tribos.


A dança como elemento do bem viver

O bobo da corte?

- Como a sua visão é muito parcial, não há diálogo. Entretanto reafirmo que existem desenhos belíssimos, artistas genuínos que ilustram murais, homenageiam personalidades (como Elvis Presley, Einstein, Che Guevara) além de retratar em formas animais ou em composições coloridas que alegram as ruas cinzentas e repletas de tráfego intenso em dias sombrios e muitas vezes úmidos.

A
Cidade é um monstro?

O sabor na vida teatral

- Mas o grafite é uma contravenção!!!


Cenas de sobrevivência

- O grafite não é pichação. A pichação é um desrespeito à cidadania. O grafite é arte, é tributo a momentos e pessoas importantes e já não carregam forçosamente o caráter político ou a imposição de assuntos irrelevantes pelo simples prazer da ocupação indevida. Alguns grafiteiros já estão consagrados, como Jean-Michel Basquiat que imprimiu a sua arte em prédios abandonados da capital financeira americana, Nova Iorque. No Brasil o talento explode e São Paulo tem um dos maiores acervos humanos de criadores que espalham a sua arte pelas ruas da cidade paulista.

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