Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
Faísca de oposição; Justa homenagem; Dois coelhos numa cajadada; Esporte; Fim dos problemas ou começo do fim?
05/05/2021

Faísca de oposição

O Governo Vérdi passou dos 100 dias e buscou atender quase todas as áreas da população e do funcionalismo. Aproveitando a condição de um caixa equilibrado e boas perspectivas financeiras para o futuro deixadas pelo ex-prefeito Antônio Silva, o atual governo deu melhorias salariais aos médicos que estão na linha de frente da pandemia, vem asfaltando vias importantes e entregando obras pela cidade nas áreas de esportes, saúde e infraestrutura. Contudo, uma área muito importante precisa ser lembrada: a Educação. Embora muito seja gasto com o setor, os servidores da Educação são numerosos, nem todos possuem plano de carreira ou bons salários. Além disso, a Educação sempre foi reduto natural da esquerda oposicionista local, e assim continua. Recentemente os professores municipais, por meio do sindicato laboral, entraram na Justiça contra o município de Varginha para impedir a volta as aulas nas escolas municipais em razão da pouca estrutura para combate a pandemia. Em verdade nenhuma escola esta preparada 100% para voltar, nem entre as privadas, mas as escolas públicas estão ainda mais despreparadas. Vale lembrar que o sindicato dos professores é bem estruturado e possui liderança na classe. O governo precisa valorizar a Educação, boas escolas sem bons professores de nada adiantam. Ocorre que não se sabe se os professores são menos beneficiados porque são muito militantes ou são militantes porque são menos beneficiados. Este parece ser o mistério que o governo precisa descobrir?

Justa homenagem

A Secretaria municipal de Saúde está com nova sede a rua Alferes Joaquim Antônio 160, na Vila Pinto, praticamente no centro da cidade. O novo prédio recebeu o nome do médico e ex-vereador Dr. José da Frota Vasconcelos. No novo prédio estão funcionando todas as estruturas do SUS do município. Há muito tempo a Secretaria de Saúde esperava para unificar as suas unidades num único local, com melhor localização e estrutura para atender a população e espaço para desenvolver. O nome do prédio homenageia o ex-vereador José da Frota Vasconcelos, médico e professor universitário em Varginha, muito conhecido e respeitado na cidade. José Frota faleceu recentemente e chegou a ser colega do atual prefeito Vérdi Melo na Câmara de Varginha. Foi um dos líderes do Legislativo municipal de sua época, Dr. José da Frota Vasconcelos foi um dos professores mais admirados da Faculdade de Direito de Varginha.

Dois coelhos numa cajadada

A Prefeitura de Varginha já enviou a Câmara a proposta de criação de uma Superintendência de Saúde para tratar exclusivamente da pandemia de Covid-19 na cidade. A nova estrutura terá independência técnica, responderá pelos recursos públicos federais exclusivos vindos à cidade para enfrentamento da doença e será ligada diretamente ao gabinete do prefeito. A nova estrutura proposta será gerida pelo atual secretário municipal de Saúde Luiz Carlos Coelho, que deixará a titularidade da Secretaria Municipal de Saúde, onde o prefeito Vérdi Melo deverá nomear nome do PSD, cumprindo assim um dos últimos compromissos de campanha ainda pendentes. Além disso, já era esperada a saída de Luiz Carlos da Secretaria de Saúde de Varginha, o médico deseja assumir nova posição profissional em Três Corações, onde já reside. O atual secretário é elogiado por seu desempenho no enfrentamento a pandemia, mas não queria deixar a pasta neste momento de aumento de mortes, o que poderia deixar a ideia de fracasso no posto. De igual modo, o governo municipal precisa entregar o comando da Saúde ao PSD, que possui nome apto e conhecido para a pasta. Com a criação da Superintendência o governo resolve dois problemas e ainda regula os recursos federais enviados para o combate a Covid, o que certamente vai dar muito “pano para manga” com a criação da CPI no Senado que promete investigar os recursos federais que chegaram a estados e municípios para enfrentamento da doença.

Esporte

Em meio a tanta cobrança por transparência no setor público, ainda não se falou nada sobre apurar os recursos e estrutura dados pelo governo municipal ao Boa Esporte. O time recebe recursos públicos municipais, além de utilizar com exclusividade os dois principais estádios de futebol da cidade. Tudo isso sem custo de aluguel ou manutenção. Ocorre que o desempenho do Boa Esportes está aquém dos recursos que vem recebendo e o time foi rebaixado no campeonato Mineiro. Buscando melhorar sua situação na cidade, o time abriu seleção para escolha de novos atletas na cidade, coisa que demorou a fazer. Em Varginha os atletas amadores e times locais não podem mais utilizar o estádio municipal Melão, e nem possui as mesmas regalias que o Boa Esporte. O futebol amador ficou para segundo plano em favor de um time que está na quarta divisão e continua caindo.

Estado quebrado, governo impotente!

O Governo de Minas deveria ser responsabilizado pelos acidentes que ocorrem no trecho não duplicado da BR 491 entre Varginha e a rodovia Fernão Dias. O trecho é de responsabilidade do Governo de Minas, que sabe a urgência da finalização daquela obra e, inclusive, se comprometeu em terminá-la. Ainda assim, o Departamento de Edificações, Estradas e Rodagem – DEER/MG além de não concluir o trecho, ainda deixa a manutenção da pista a desejar, sem sinalização e poda do mato próximo da rodovia, sem falar no grave problema de drenagem que ocorre nas proximidades do parque de exposições em Varginha, onde sempre ocorrem alagamentos após fortes chuvas. Recentemente uma pessoa morreu depois de um grave acidente na “curva do cigano” na BR 491, nas proximidades do Clube Campestre. Três veículos de envolveram num acidente no trecho ainda não duplicado da rodovia. Não seria a hora do governo municipal ou Câmara de Varginha entrar na Justiça ou Ministério Público para cobrar e responsabilizar o Governo de Minas por sua omissão? Será que a Justiça e o dever de fazer e bem administrar a máquina pública só pode ser cobrado dos municípios que são os entes mais fracos da federação? Onde está a coragem de nossas autoridades municipais e deputados?

Fim dos problemas ou começo do fim?

O Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Varginha – Sindserva realizou recentemente suas polêmicas eleições, após enorme disputa entre servidores. A briga envolveu a Justiça e o Ministério Público do Trabalho e atrasou diversas ações no sindicato, que inclusive perdeu o convênio da Unimed que oferecia aos associados. A disputa quase botou a perder as muitas conquistas dos servidores junto ao Sindicato. A chapa 03 foi a vencedora, surpreendendo muita gente e prometendo dar nova condução a instituição. Não se sabe se o funcionalismo saiu unido das urnas após as eleições, mas, pelo menos, espera-se que, agora, o Sindserva tome seu caminho e una forças com a Caserv e outras instituições de defesa do servidor! A conferir.

200 mortes

Varginha se aproxima das 200 mortes pela Covid-19 desde o início da pandemia. O número é alto quando visto isoladamente e amedronta quando verificado que muitas das mortes foram de pessoas jovens e sem comorbidades. Certamente que Varginha não está entre as piores cidades no enfrentamento. Mas também a cidade não tem muito o que comemorar ou fazer no combate a pandemia, que depende basicamente da velocidade da vacinação, que por sua vez depende das ações do governo federal na compra de vacinas e agilidade do Governo de Minas na distribuição das doses e estruturação da rede pública de saúde. A população precisa continuar contribuindo, fazendo sua parte no uso da máscara e combate as aglomerações, mantendo o distanciamento.

Morno

A atuação do Legislativo de Varginha está “morna e apagada”, mesmo que a atuação daquele poder seja imprescindível. Ocorre que a participação popular no Legislativo já era muito pequena, mesmo antes da pandemia. Agora com o isolamento e adoção de ações/reuniões apenas por meio digital a participação popular no Legislativo é quase inexistente. A mesa diretora ainda tenta desenvolver ações e conversas interessantes que leve os edis e a população ao diálogo. Contudo, os temas Legislativos parecem ser assuntos para poucos 15 interessados. A Câmara precisa estudar projetos que tragam urgentemente a participação popular naquela casa. Sob pena de que ao final deste mandato a população não tenha a impressão de que nada foi discutido ou realizado.

Cursos 100% on-line

O SENAI-MG acaba de lançar três cursos on-line de aperfeiçoamento profissional em Audiovisual: Iluminação e Cenografia para Espetáculos e Audiovisual; Áudio para Música e Produções Audiovisuais e Instalações Elétricas para Produções Audiovisuais e de Entretenimento. No formato 100% on-line, os alunos podem estudar de onde quiser e ter acesso as melhores oportunidades no mercado de trabalho. Os cursos têm carga horária de 80 horas e profissionais com grande referência no mercado, como Gabriel Pederneiras, Filipe Pederneiras, André Cabelo e Marina Arthuzzi irão ministrar os cursos. Segundo Ricardo Aloysio e Silva, gerente de Tecnologia e Educação para a Indústria do SENAI, a entidade começou a enxergar, de forma mais clara, o potencial da indústria do audiovisual e uma de suas missões é apoiar o setor no estado. “Estamos extremamente empolgados em estar inaugurando uma nova era do audiovisual, que tende a crescer e expandir”, garantiu.   Para saber mais sobre os cursos e se matricular, clique aqui: Escola SENAI para o Audiovisual

Mais CPIs contra Governo Zema

O Governo de Minas, comandado por Romeu Zema, do Partido Novo, que já enfrenta uma CPI na Assembleia para apurar o fura fila na vacinação, poderá enfrentar outras duas para apurar irregularidades na administração direta e indireta do Estado. A deputada Andréia de Jesus (Psol) defendeu a instalação de CPI com o objetivo de averiguar problemas na nova gestão do sistema socioeducativo do Estado. Já o deputado estadual Professor Cleiton (PSB), que tem base política em Varginha, propôs a criação de CPI que investigue a Cemig, especialmente por denúncias de contratação de empresas sem licitação e eventuais perdas de recursos públicos na compra e venda de empresas pela Cemig. Os conflitos do governo estadual com o Legislativo tem ampliado a cada dia e isso pode ser um complicador ao governador que disse querer buscar a reeleição.

ALMG cria programa para recuperação da economia e assistência a famílias carentes

Fruto de amplos debates com os mais diversos representantes da sociedade e grande anseio da população mineira, o Recomeça Minas está definitivamente aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e pronto para entrar em vigor. O Projeto de Lei (PL) 2.442/21, que tem como primeiro signatário o presidente da ALMG, deputado Agostinho Patrus (PV), e conta com autoria coletiva dos demais 76 parlamentares, foi aprovado em segundo turno, nesta sexta-feira (30/4), e depois foi sancionado pelo Poder Executivo. Dentre as medidas aprovadas, está a concessão de R$ 600, pago em parcela única, às famílias em situação de extrema pobreza no Estado. O Recomeça Minas prevê, ainda, incentivos para a regularização de dívidas com o Estado e o direcionamento dos recursos arrecadados para a desoneração dos setores mais impactados pela crise decorrente da pandemia de covid-19. Além de diversos benefícios fiscais, como reduções de multas e juros para o pagamento de débitos tributários, o projeto estabelece linhas de crédito do Banco de Desenvolvimento do Estado (BDMG) em condições especiais, inclusive para as pessoas físicas. O benefício de R$ 600 recebeu o nome de Força Família. Poderão recebê-lo pessoas que estejam registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que tenham renda per capita familiar mensal de até R$ 89. A data limite para o pagamento por parte do governo é 1º de agosto de 2021. Mais de 1 milhão de famílias mineiras serão beneficiadas. Outra medida em favor da população carente prevista no projeto é a isenção total do ICMS sobre produtos da cesta básica, até 90 dias após o término da vigência do estado de calamidade pública no Estado.

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