Coluna | Viver Consciente
Willes S. Geaquinto
Psicoterapeuta Holístico, Consultor e Palestrante Motivacional, Escritor - Autor dos livros "Cidadania, O Direito de Ser Feliz” e Autoestima – Afetividade e Transformação Existencial

Interatividade: Os textos desta coluna expressam apenas a opinião do autor sobre os assuntos tratados, caso o leitor discorde de algum ponto ou, até mesmo, queira propor algum tema para futura reflexão, fique a vontade para comentar ou fazer a sua sugestão.

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Autoestima e narcisismo
22/05/2019
Já me perguntaram muitas vezes se é possível ter autoestima em excesso, o que respondo é que o máximo que podemos obter é uma autoestima equilibrada, ou seja, quem tem uma boa autoestima deve estar sempre vigilante e cuidando para que ela permaneça num patamar satisfatório, para que isso resulte numa existência saudável e com maior nível de realizações. 

A questão do excesso de autoestima surge muito em razão da falta de conhecimento a respeito do assunto. Porque alguns indivíduos equivocadamente identificam prepotência, narcisismo, egoísmo, orgulho ou arrogância, como características ou elementos da autoestima. Mas o equívoco se desfaz quando se percebe que essas e outras posturas assemelhadas são essencialmente negativas, estão num polo contrário à autoestima.

O narcisista, por exemplo, pensa que só existe ele no mundo, que é o “suprassumo” disso ou daquilo e só consegue enxergar “o próprio umbigo”, como se diz popularmente. Caetano Veloso, em uma de suas canções(Sampa), define com clareza essa figura ao dizer que “narciso acha feio o que não é espelho”, ou seja, só é interessante para ele ser o centro das atenções, caso contrário, ou ele se frustra ou condena quem não o bajula. 

A verdade é que todo indivíduo narcisista tem problema de autoestima, pois, se não recebe a aprovação que deseja dos outros, ele se fecha em seu próprio mundo onde imagina poder bastar a si próprio de tudo quanto precisa. Só que, ao criar a ilusão de que não precisa da aceitação alheia, ele opta por uma enganosa autossuficiência que, mais dia menos dia, ruirá como um castelo de areia. Com isso, ou ele “cai na real” e compreende que é impossível ter uma vida equilibrada sem uma convivência saudável com os outros, ou, premido pela solidão, entra num processo depressivo profundo e autodestrutivo. Esta análise vale, de certo modo, também para pessoas prepotentes, perfeccionistas e com características comportamentais assemelhadas.

Ser humilde o bastante para rever conceitos e juízos, para desculpar-se de posturas equivocadas e reconhecer que cada pessoa possui crenças e convicções que lhes são própria, este sim é o comportamento de quem possui a autoestima elevada. Até porque, pela imperfeição inerente à toda criatura humana, ninguém é possuidor de uma verdade absoluta; tudo o que é fruto do pensar humano carrega em si a marca da relatividade. Perfeito só Deus. Assim mesmo, existem os que creem e os que não creem. 

Está provado que ninguém é feliz sozinho. Todos somos criaturas espirituais e humanas em constante evolução, e temos muito que aprender uns com os outros, pois, apesar de aparentes diferenças, ninguém é melhor do que ninguém. Daí que, ao acolhermos em nosso interior esta verdade, nos tornamos benevolentes e mais afetivos com aqueles que convivemos. E isso, além de alimentar nossa própria autoestima, potencializa nossa competência pessoal para superarmos desafios e alcançarmos sucesso em nossa vida. 

 

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