Coluna | Viver Consciente
Willes S. Geaquinto
Psicoterapeuta Holístico, Consultor e Palestrante Motivacional, Escritor - Autor dos livros "Cidadania, O Direito de Ser Feliz” e Autoestima – Afetividade e Transformação Existencial

Interatividade: Os textos desta coluna expressam apenas a opinião do autor sobre os assuntos tratados, caso o leitor discorde de algum ponto ou, até mesmo, queira propor algum tema para futura reflexão, fique a vontade para comentar ou fazer a sua sugestão.

Site: www.viverconsciente.com.br
Aprimorando nossas escolhas
29/07/2009
I

Nathaniel Branden, psicólogo americano, diz que: “Somos a única espécie capaz de formular uma visão de quais valores compensam ser buscados – para depois ir atrás exatamente do oposto”. Quando li essa afirmação fiquei em dúvida se isso de fato ocorria. Depois, com o passar do tempo, observando a mim mesmo e analisando as pessoas em geral, pude verificar que, infelizmente, tal afirmativa é verdadeira. Você poderia então questionar: “o que pensa uma pessoa que sabe o que é melhor para ela e, mesmo assim, busca o pior?”. Na verdade, essa pessoa age de maneira inconsciente, às vezes instintiva. Logo as suas escolhas não são pensadas. Aí você ainda poderia acrescentar: “e o que leva essa pessoa a agir assim?”.

Num primeiro momento, uma constatação quase que lógica é a de que uma pessoa para proceder de modo tão descompromissado com a sua própria vida possui uma baixa auto-estima. E, entre os vários motivos que podem ter determinado esse comportamento pode estar o modelo existencial herdado dos pais ou seus substitutos. Modelo este que começou a ser desenhado desde a sua mais tenra idade através do tipo de educação que recebeu. Por exemplo, uma pessoa que quando criança se sentiu rejeitada pelo pai ou pela mãe, ou que sempre foi desqualificada por eles, pode vir a não sentir-se merecedora de algo prazeroso em sua vida, daí a origem das suas escolhas inadequadas. É possível também que a pessoa nesse estado, sinta-se “bloqueada” psicologicamente falando, e passe a atuar muito mais de modo impulsivo do que racionalmente.

O indivíduo que parte para o caminho das drogas, dificilmente o faz de maneira consciente. O mesmo acontece com a pessoa que escolhe um relacionamento que destrói a sua dignidade, ou outra escolha que venha a lhe causar mal estar. De modo diverso, às vezes, somos herdeiros de um padrão existencial, de um roteiro de vida que nos foi legado por alguém. Se esse modelo for positivo provavelmente faremos melhores escolhas, seremos mais assertivos. Se, pelo contrário, esse modelo for negativo, nossas escolhas tenderão a ser menos seletivas e prejudiciais.

Enfim, como não sou dado ao fatalismo, creio que sempre é possível mudar o nível da qualidade de nossas escolhas. Acredito na capacidade de autotransformação do ser humano. Se você quer, você muda. Se confiar em sua competência pessoal, nada é impossível; a mágica é a do esforço!

II

Pensar ou não pensar

é uma escolha pessoal.

Logo, você decide.

Duas situações básicas determinam a nossa necessidade de auto-estima: a primeira, é a de que para vivermos melhor e nos colocarmos de maneira afirmativa no meio em que vivemos, dependemos da nossa capacidade de racionalização; a segunda, é a de que o bom uso do nosso poder de escolha depende do desenvolvimento de nossa capacidade de auto-responsabilidade, ou seja, da responsabilidade pessoal. Em síntese, nossa mente e nossa vontade racionalizada são instrumentos básicos da nossa sobrevivência saudável.

A depender do uso que você faz da sua mente e da sua vontade, você pode ser o seu melhor bem feitor ou seu pior algoz. É você quem decide se quer viver de maneira consciente ou inconsciente; se quer viver na luz ou na obscuridade; se quer agir respeitando ou rejeitando a verdade; se quer ser perseverante ou entregar-se ao abandono do esforço; se quer viver com amor ou entregar-se à dor; se quer abrir-se a novos conhecimentos ou manter a sua mentalidade fechada; se quer desenvolver a boa vontade para corrigir os próprios erros ou permanecer nos desacertos; se quer ser honesto consigo mesmo ou viver de disfarces; se quer viver com autonomia ou ser submisso...; se quer ser justo ou injusto consigo mesmo.

Quando fiz referência ao fato de que você pode ser bom ou mau consigo mesmo, isso pode até ter soado estranho, mas, na vida, é real. Mesmo que você seja daqueles que costumam culpar os outros pelos seus infortúnios, saiba que, em última instância, é você, consciente ou inconscientemente, o responsável pela escolha. Aliás, é bastante cômodo culpar os outros pelos seus insucessos, só que isso não resolve nada. O que resolve é fazer escolhas conscientes em qualquer circunstância.

Quem quer investir em sua auto-estima e, de modo prático, realizar boas escolhas para a sua vida tem que inevitavelmente fazer a opção por uma maneira afirmativa de viver, não pode entregar-se a ações inconscientes; não pode, também, deixar-se levar pelas opiniões alheias, submetendo-se ao cumprimento das expectativas dos outros. Tem que ser fiel às suas próprias convicções. Dizer não para o que lhe causa desconforto ou mal estar, é responsabilidade de toda pessoa, é uma questão de integridade. É isso: seja integro com você mesmo! Escolha dizer sim para o que é bom e prazeroso em sua vida, para o que lhe faz ou fará feliz.

III

Numa de suas importantes obras (Respiração, Angústia e Renascimento), aquele a quem considero como um bom mentor, José Ângelo Gaiarsa, disse: “Somos bastante estúpidos e cruéis para nos suicidarmos, se não renascermos”. Essa frase foi dita a propósito do Renascimento uma das técnicas terapêuticas com a qual trabalho há muitos anos. No entanto, creio que ela cabe muito bem no assunto do qual estou tratando. Pois, transformar nossas preferências em escolhas positivas, trata-se de dizer não ao que é autodestrutivo e renascer para uma vida mais feliz e saudável.

Embora no texto anterior eu tenha citado algumas atitudes necessárias para que nossas escolhas sejam as melhores, é importante destacar que se desejamos mudar, primeiramente devemos questionar o nosso modelo existencial, pois, é ele que nos leva a tomar decisões prejudiciais à nossa vida. Nesse sentido, Gaiarsa, na obra já citada, faz considerações que, a meu ver, também servem a esta reflexão: “O que nos leva a crer que, uma vez ‘adultos’, nada mais vai modificar-nos? Por que falamos tanto do medo da mudança, do novo, ou do risco, se, estamos mudando o tempo todo? Na verdade, é bem capaz que nosso maior risco e nossa maior desgraça concentrem-se em nossos esforços incansáveis de permanecermos os mesmos, para que tudo continue sempre igual e sempre o mesmo – como sempre foi...”.

Pois é, para mudar o padrão de suas escolhas, com certeza você tem e terá que vencer o medo do novo, vencer o temor de fazer tudo diferente. Aprender a dizer sim, ou não, quando for necessário, sem receio de desagradar. Sabedor de que é difícil agradar a “todo mundo”, pelo menos trate de agradar a você mesmo. Procure fazer o que verdadeiramente gosta, aquilo que lhe é saudável e lhe proporciona agrado. As suas escolhas devem ser as melhores primeiramente para você mesmo, pois, se você assim o fizer, com certeza agradará a quem verdadeiramente gosta de você. Só quem não lhe ama é que não vai querer o seu bem, a sua alegria, a sua felicidade.

Nada tem que ser “como sempre foi”. O universo vive em constante mutação porque assim determina a Lei que o rege. Logo, quando buscamos o auto-aperfeiçoamento estamos em harmonia com ela. E mais, as nossas boas escolhas, além de nos proporcionar uma vida com maior qualidade no plano físico, com toda certeza fará muito bem para que alcancemos a paz de espírito, que é o bem maior que todos nós aspiramos.

Boa Reflexão e viva consciente.

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