Coluna | BRASILzão
Diego Gazola / Fábio Brito
Diego Gazola,(MTB-SP-44.350), é repórter-fotográfico.Graduado em Comunicação Social pela UMESP-SP, tem se especializado em fotojornalismo de viagens. Em cinco anos, já percorreu mais de um mil municípios em todo o Brasil para avaliação dos atrativos e documentação fotográfica dos Guias Turístico-Culturais da editora Empresa das Artes.As fotografias de Brasilzão são de sua autoria.
diegogazola@uol.com.br

Fábio Brito. Presidente da Empresa das Artes, editora com mais de 160 obras publicadas nos segmentos de turismo, meio-ambiente e cultura; de guias de viagem a livros de arte. Os textos de Brasilzão são de sua autoria.
fabiobritocritica@yahoo.com.br
São Paulo, a desastrada Parada Gay
06/07/2009


Descontração e alegria pela Avenida

- Você participou da Parada Gay em São Paulo?

- Se participei? Não! Na verdade assisti ao encontro-desfile que reuniu vários tipos de manifestações contra a intolerância e o preconceito.

- Pois é! O assunto é delicado. Conte-me um pouco sobre o que vivenciou nesse período de descontração.


Manifestação política no evento
- Descontração? Realmente tive a oportunidade de registrar imagens do imaginário popular: romanos, odaliscas, indianas em sari, fortes gladiadores, falsos seios à mostra...

- Parece que a irreverência é total, não é mesmo?

- Mais ou menos. O evento teve manifestações políticas e humanitárias, porém, fica no ar qual é o verdadeiro intuito desta Parada. Eu, na verdade, tenho dúvidas quanto à eficácia da mensagem quando milhões de pessoas se reúnem e a violência aflora.


Manifestação inocente na multidão

Fantasias lembram o Carnaval

Ironia em um País carente

Sorriso de vendedora ambulante

Mescla de cultura na rua

O momento é de brilho, 5 minutos de fama

Movimento contra o preconceito

Liberdade de expressão em logradouro público

Maneira de se destacar dos demais

Ares de Índia nas Américas
- Li sobre essa questão nos jornais. Houve bombas caseiras, jovens agredidos, brigas e muito furto. O que está ocorrendo com os brasileiros? Por que nos transformamos em um palco de discórdias quando, na realidade, o ensejo da festa é o de fortalecer os sentimentos contra o preconceito, a segregação, o racismo e a rejeição às diferenças no comportamento humano?


O sistema de segurança

- Há vários pontos de vista. Muitos alegam que a cidade passa a ter um maior apelo turístico, que os hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos se beneficiam com o fluxo de visitantes e que os comerciantes lucram com o incremento do volume de vendas de seus produtos...

- Certamente esse é o aspecto positivo. Entretanto as ruas ficam imundas, o desperdício é enorme, a parca natureza ainda existente na Metrópole é literalmente destruída e o evento...


Gladiadores romanos no sudeste

- Deixe-me cortá-lo. Certamente pensamos a mesma coisa. A Parada Gay não tem nada de autenticamente brasileiro. É uma cópia de evento de países do pretenso “Primeiro Mundo”; países cujos hábitos e costumes acabam sendo impostos a outras nações sem a devida legitimidade. Eventos que, em vez de beneficiar a população culturalmente, ou mesmo política e socialmente, apenas privilegiam a aberração, o exibicionismo gratuito, num setor onde reina a desigualdade social, a corrupção e a algazarra política, sobretudo em um país violento, sem lei e sem educação.


Necessidade de sentir-se bela


- Que exagero!!! Compreendo o seu raciocínio, mas o que tudo isso tem a ver com a Parada Gay?

- Veja, deveríamos criar a Parada Tropeira.

- O que???

- Procure imaginar cinco mil cavaleiros montados em imponentes cavalos manga-larga, percorrendo toda a longa Avenida Paulista. Teríamos tropeiros com seus berrantes, que fariam ecoar por toda a cidade o som maravilhoso que despertaria a população para a realidade da vida rural, no campo.


Felicidade momentânea na multidão

- Vejo que está novamente idealizando projetos utópicos.

- Projetos utópicos? Deixe-me continuar: teríamos também o desfile de uma centena de carros de bois que, com seu vagaroso caminhar, serviriam de alerta aos paulistanos para que descobrissem outros aspectos de vida nesse Brasilzão, com menos pressa, estresse ou histeria.

- Estou ouvindo-o. E o que mais?

- Nos trios elétricos teríamos grupos de violeiros, cantores de música caipira, duplas sertanejas e, atrás deles, certamente, milhões de brasileiros vindos de todo o País para receber as vibrações interioranas, a musicalidade da roça, a homenagem à natureza, aos animais rurais e ao homem do campo. Mas... por que você está de olhos fechados?

- Fiquei imaginando milhares de pessoas cantando as músicas caipiras, entoando modinhas, se emocionando com as nossas raízes. Demais cara! Vamos montar esse projeto?

- Uai, não era utopia?

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