Coluna | Viver Consciente
Willes S. Geaquinto
Psicoterapeuta Holístico, Consultor e Palestrante Motivacional, Escritor - Autor dos livros "Cidadania, O Direito de Ser Feliz” e Autoestima – Afetividade e Transformação Existencial

Interatividade: Os textos desta coluna expressam apenas a opinião do autor sobre os assuntos tratados, caso o leitor discorde de algum ponto ou, até mesmo, queira propor algum tema para futura reflexão, fique a vontade para comentar ou fazer a sua sugestão.

Site: www.viverconsciente.com.br
Pais, filhos, games, computadores & Cia
11/11/2008

Fala sério! Muitos pais ficam felizes da vida quando, por horas seguidas, não ouvem nenhum pequeno barulho dos filhos dentro de casa. E onde eles estão? Adivinhou! Na frente de um computador ou jogando vídeo-game no quarto. Hartmut Warkus, professor de mídia na Universidade de Leipzig, diz que os pais de filhos que passam mais de 3 horas em frente ao computador quando crianças, não devem se surpreender quando alguns anos mais à frente eles passarem mais de 10 horas à frente dele. Portanto, constatação chama-nos a atenção para a urgente necessidade dos pais orientarem crianças e adolescentes sobre os malefícios dessa prática viciante e causadora de diversos transtornos comportamentais graves. Lembrando que essa prédica educativa deve ir além da imposição dos necessários limites, para, apropriadamente, estimula-los a desenvolver outras atividades mais saudáveis visando o melhor aproveitamento do tempo e um ganho considerável em qualidade de vida.

Além disso, convém não esquecer também que em muitos casos esse “abandono” dos filhos frente à televisão, vídeo game ou computador, é fruto de uma danosa desatenção dos pais para com eles. É algo assim como se esses aparelhos os substituíssem, como se fossem babás eletrônicas a entretê-los. Daí que muitas crianças crescem sem que seus pais tomem conhecimento de suas necessidades afetivas, de suas aflições ou da busca de respostas às situações que a vida lhes apresenta nesse período tão importante das suas existências. A velha desculpa da falta de tempo para estar com os filhos, longe de ser uma justificativa aceitável deve ser tratada como uma demonstração da irresponsabilidade para com a educação deles.

Em analises comportamentais levadas a efeito em terapia com jovens e adultos portadores de algum desconforto emocional, uma situação que tem aflorado com maior freqüência é a da carência ou inexistência de um padrão afetivo mais qualificado, mormente resultante da falta de afetividade demonstrada através de estímulos positivos ou carícias dos pais para com os filhos. Portanto, a exigência da presença dos pais no acompanhamento de tudo que diga respeito a seus filhos desde a mais tenra idade, seja no brincar ou em outras atividades, é elemento preventivo de futuros desconfortos emocionais, inadequações ou desajustes sociais. No mais, vale lembrar que o tempo gasto junto aos filhos é um belo investimento, cujo retorno é a garantia de boa saúde emocional, principalmente.

Boa Reflexão para você e viva consciente.

"Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender."

--Alvin Toffler

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