Crimes como lavagem de dinheiro, extorsão e falsidade ideológica também estão sendo investigados.
Na manhã desta quarta-feira (28) o CIRA (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos) deflagrou a Operação Temperatura Máxima com o intuito de apurar a existência de fraudes tributárias por grupo econômico dedicado à produção e comércio de açaí em Varginha. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão na sede de empresas e residências, todos em Varginha.
O grupo, que possui filiais e distribuidores em todo o território nacional e estrangeiro, teria sonegado cerca de R$10 milhões em ICMS. Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, extorsão, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Estão sendo cumpridos, ainda, 11 mandados de sequestro de bens, como veículos de alto luxo, embarcações, jet ski, dinheiro, ouros e jóias pertencentes aos investigados. Esta medida serve de ressarcimento aos cofres públicos, advindos dos prejuízos causados pelas fraudes tributárias.
De acordo com o CIRA, a fraude é operacionalizada através de associação criminosa mediante a ausência de emissão de notas fiscais na comercialização do açaí e emissão de notas fiscais com valor do produto abaixo do valor real da venda.
As investigações contaram com a participação de 5 promotores de justiça, 5 Servidores do MPMG, 13 servidores da Receita Estadual de Minas Gerais, 10 Policiais Militares de Minas Gerais, 1 Delegado de Polícia e 7 Policiais Civis do Estado de Minas Gerais.