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Theatro Capitólio recebe concerto 'As Duas Sonatas para Viola e Piano de Brahms'

Fundação Cultural de Varginha | 23/11/2022 - 12:07:22
(Foto: Divulgação)

 Theatro Capitólio recebe concerto “As Duas Sonatas para Viola e Piano de Brahms”

Horácio Schaefer na viola e Sergio Melardi ao piano apresentarão ao vivo o concerto “As Duas Sonatas para Viola e Piano opus 120”, de Johannes Brahms, no próximo dia 03 de dezembro (sábado), às 20h30, no Theatro Capitólio de Varginha. A iniciativa é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o apoio da EPTV Sul de Minas e da Prefeitura de Varginha, por meio da Fundação Cultural.
Os ingressos poderão ser retirados gratuitamente na portaria do Theatro Capitólio (Rua Presidente Antônio Carlos, nº 522 – Centro) nos dias 30/11 e 01/12, das 8h às 11h e das 13h às 17h. Serão disponibilizados ainda alguns ingressos on-line no dia 02/12 pelo site www.varginhacultural.com.br para os interessados de outras cidades que não puderem retirar os convites presencialmente. Quem quiser fazer uma boa ação e ajudar as entidades assistenciais locais poderá levar 1 kg de alimento para doação.
O concerto será comentado pelos próprios artistas, que conversarão com o público sobre as obras, sobre Brahms e a escolha do repertório.
Além do concerto, haverá uma masterclass oferecida aos alunos do Conservatório Estadual de Música “Maestro Marciliano Braga”, de Varginha.

Sobre o concerto

Amigos de longa data, Schaefer e Melardi, que agora se apresentam no Sul de Minas, gravaram as duas últimas obras de música de câmara de Brahms (1833-1897), um dos maiores compositores do Romantismo alemão, escritas em 1894, na versão para viola e piano.
A viola tem uma sonoridade íntima e profunda. Essas obras refletem muito essa reflexão, introspecção e são muito concisas, pensativas e ao mesmo tempo transmitem esperança e amor. Brahms já tinha parado de compor, mas conheceu Richard Mühlfeld, um clarinetista genial da Orquestra de Maine em um festival de música, e ficou tão impressionado com a habilidade do músico em tirar sons do instrumento que resolveu voltar a compor para clarinete, o que nunca tinha feito antes.
Brahms dizia que nesse final de vida as obras deviam ser mais simples e entregou ao clarinetista dizendo ser duas modestas sonatas, e ironicamente essas composições entraram para a história da música como um dos pontos altos da música de câmara. Os críticos da época foram quase unânimes em dizer que a obra tem uma mensagem intrínseca que é um pouco diferente de tudo o que o compositor fez antes. Tem uma melancolia que remete a vida que ele teve e o final de sua vida.
“Essa obra é um sol que se abre, uma luz, um olhar de esperança, que a vida valeu a pena. E interpretá-las há um encaixe nesse período que passamos por trevas e que agora já vemos esperança. Que a vida continue, muito bela pela frente, como um recomeço”, completa Schaefer.
Os críticos da época diziam que essas obras eram para poucas pessoas, que quem conseguisse desfrutá-las, encontraria algo único, bem diferente do que se escutava no período. Na pesquisa, o duo quis saber o motivo do compositor ter transcrito a obra para viola e para piano e encontraram dois motivos registrados: um que em uma turnê por cidades na Alemanha, com receio que o clarinetista não aparecesse, transcreveu para um grande amigo excepcional violinista, Joseph Joachim, para que pudesse tocar em algum imprevisto; o outro motivo foi que quando enviou para o editor, Brahms queria divulgar mais a sua obra e como o número de violistas era bem maior que os de clarinetistas, criou a versão para viola e piano. A versão para viola deu tão certo e difundiu tanto a obra de Brahms que integrou o repertório de grandes violistas consagrados e de estudo.

Biografias dos músicos

Horácio Schaefer iniciou seus estudos de violino em São Paulo e após ganhar vários concursos no Brasil, aperfeiçoou-se na Alemanha com Max Rostal, onde terminou seu mestrado já como violista.
Foi membro da Orquestra de Câmara Deutche Bach Solisten, spalla das violas da Orquestra Filarmônica de Essen e violista do Quarteto Ravel-Köln, tendo realizado diversas turnês e concertos pela Europa. Durante três anos, tocou na internacionalmente reconhecida Orquestra da Rádio de Frankfurt e no sexteto de cordas daquela orquestra.
Em música de câmara, recebeu orientação de renomados quartetos, como o Melos Quartet de Stuttgart e o Amadeus de Londres.
Foi professor colaborador do Departamento de Música da USP e professor concursado da Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Paraná.
Foi membro fundador do Quarteto Amazônia, com o qual ganhou diversos prêmios como o Grammy Latino, APCA e Carlos Gomes.
De 1995 a 1998 foi o spalla das violas da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo, a convite do Maestro Isaac Karabtchevsky.
Desde 1998 é o spalla das violas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Sérgio Melardi fez seus primeiros estudos com Gilberto Tinetti e, desde jovem, desenvolveu intensa atividade artística, tendo se apresentado em diversas cidades brasileiras. Atuou tanto como recitalista, camerista e como solista das orquestras mais importantes do País.
Em 1974, ganhou o 1º Prêmio do I Concurso Nacional de Piano de Porto Alegre. Em 1977, transferiu-se para Londres, onde prosseguiu seus estudos com Maria Curcio e Noretta Conci-Leech. Em Londres, além de realizar apresentações pela Europa, principalmente na Inglaterra, na Itália e na Espanha, desenvolveu também uma intensa carreira pedagógica.
Em 1979, foi finalista do Concurso Internacional de Jaén, na Espanha e fez seu primeiro recital em Londres. Em 1981, foi selecionado para a BBC de Londres para uma série de gravações e concertos. Em 1982, realizou novas gravações para a BBC e para a RAI italiana. Ainda em 1982, foi finalista do Concurso Internacional de Piano "F. Busoni", em Bolzano.
De volta ao Brasil, tem-se apresentado nas mais importantes salas de concertos do país como camerista e como solista de importantes orquestras brasileiras, sob regência de Giovanni Andreoli, Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky e Diogo Pacheco, entre outros.
Convidado a participar do Festival Internacional de Nafplion na Grécia, em 1996 retornou a se apresentar nesse importante Festival em 2008. Melardi segue com sua brilhante carreira - fortemente marcada pela influência de Jacques Klein - de solista e camerista, atuando nas mais conceituadas temporadas de concertos do Brasil, tendo ao lado parceiros de música de câmara como Régis Pasquier, Michel Lethiec, Henry Schuman, Pablo de León, Horacio Schaefer, Cármelo de los Santos e Claudio Cruz.
Desde 1985 é sócio-gerente da Interarte Produções Artísticas, empresa de ponta na produção da música clássica de nosso país.
Além de suas atividades como músico, curador e produtor cultural, é formado em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
 

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