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Vereador questiona serviços da Autotrans em Varginha e diretor da empresa responde: 'se a cidade não quer transporte público, fica sem'
Iago Almeida / Varginha Online | 09/07/2021 - 15:31:27
(Foto: Márcio Borges / Varginha Online)

"Se a cidade não quer transporte público, fica sem transporte público. Não somos nós que vamos obrigar Varginha a ter transporte público, depende de vocês, das autoridades, da comunidade, da associação"! Com essa fala, o diretor da Autotrans, empresa que administra o transporte público em Varginha, respondeu os questionamentos feitos pelo vereador Dandan do Mercadinho, durante Tribuna Livre que aconteceu no plenário da Câmara Municipal da cidade, na última segunda-feira (05).

"Você acha que uma cidade do nível de Varginha pode ficar sem transporte público? É uma decisão da cidade, espero que não ocorra, nós queremos ficar em Varginha, queremos trabalhar juntos com Varginha, queremos participar do desenvolvimento de Varginha e estamos preparados para isso", completou o diretor da Autotrans, Rubens Lessa, no Plenário da Câmara. 

Entre os questionamentos do vereador estão o grande número de registros de aglomerações que vêm ocorrendo nos ônibus do transporte público, a falta de álcool em gel para usuários neste período de pandemia e as inúmeras reclamações de atrasos e falta de veículos em vários bairros da cidade. Inclusive, Dandan afirmou que tem fiscalizado o serviço prestado pela Autotrans.

"Eu acredito que no mínimo aqui nessa cidade está faltando respeito com a população. Varginha está tendo mais de 100 casos por dia (de Covid-19), gente morrendo, e os ônibus lotados, não tem nem álcool em gel; é uma vergonha, a cidade dando mais de 100 casos por dia (de Covid-19), continua morrendo gente e os ônibus continuam lotados. Tá cheio de ônibus parado lá embaixo, na empresa; quando a gente passa na porta está lotado de ônibus. É vergonha isso, pra mim é vergonha, me sinto envergonhado como vereador dessa cidade", afirmou Dandan.

"Sobre os horários, eu sou um cara que fiscaliza muito também. A empresa não cumpre horário. É ônibus atrasado direto, é gente no ponto lotado reclamando, principalmente sábados, domingos e feriados", completou Dandan durante sua fala, que citou ainda falta de inovação da empresa de transporte público, no que diz respeito às comparações com transportes por aplicativo.

 

Respondendo ao vereador, o diretor da empresa chegou a afirmar que transporte por aplicativo não é transporte público, afirmando que os carros de aplicativo "não resolvem o problema de uma cidade do porte de Varginha". Em seguida, ele afirmou que "sugiro, se vocês quiserem, nós reaplicar o nosso GPS ali dentro, pra você acompanhar os nossos horários. É só a gente entrar em contato, põe uma pessoa aqui o dia inteiro, pra gente não ficar batendo boca sobre uma coisa que pode ser espelhada aqui dentro da operação", questionou ele. 

O diretor ainda apontou que a empresa sofreu uma queda de 60% da demanda de usuários, enfatizando que os veículos, por isso, não estão ficando lotados como citado pelo vereador. "O (ônibus) lotado não pode ser possível, se nós temos 40% das pessoas andando só e não têm os estudantes no momento, então não está lotado. Passou um carro agora com três passageiros, na porta ali (da Câmara). Fora do horário de pico não tem ninguém andando de noite. Álcool em gel, se tiver alguma falha, nós vamos corrigir", citou ele, afirmando que todos os veículos possuem álcool em gel. 

"A Tribuna Livre foi muito produtiva, pois o representante da empresa ouviu as sugestões e reclamações que o povo nos traz diariamente, referentes ao transporte coletivo de Varginha. Como representantes do povo, pudemos falar e ouvir as explicações da empresa. Esperamos que desta forma possamos contribuir para a melhoria na qualidade do serviço prestado", enfatizou a presidente da Câmara, vereadora Zilda Silva.

Indicação apresentada

O vereador Dandan do Mercadinho entrou com uma indicação na Prefeitura Municipal, que também foi enviada à Autotrans e à Vigilância Sanitária, solicitando informações a respeito da fiscalização das medidas de segurança contra Covid-19 nas linhas de ônibus que circulam pela cidade. 

"Conforme relatado pelos munícipes, apesar das determinações de distanciamento social. uso obrigatório de máscara e decretos municipais impedindo a circulação de passageiros em pé a fim de evitar aglomerações, desde o início da pandemia são constantes as reclamações feitas por usuários à divisão de Transporte Público Municipal sobre o descumprimento de tais medidas. Como prova da situação descrita, foram encaminhadas ao Vereador subscritor diversas reportagens divulgadas nos meios de comunicação com fotos e vídeos do problema em questão. Ademais, segundo relatos dos munícipes, mesmo após pronunciamento público dos responsáveis indicando que iriam apurar a denúncia, contatar a empresa e averiguar em quais linhas ocorrem as aglomerações, nada mudou", afirma o vereador no documento. 

No documento ele ainda afirma que nos horários de pico, ou seja, entre 6h e 8h e 17h30 e 20h30 - horários nos quais há maior utilização do transporte público - as aglomerações ocorrem de forma mais intensa e, diariamente. Com isso, os ônibus estão lotados, com passageiros até nas portas, destacando-se especialmente as linhas 19/Cidade Nova, 14/Damasco e 02/Imaculada, como objeto das reclamações mais constantes.  

"Neste delicado momento de enfrentamento ao coronavírus. faz-se necessário multiplicar os cuidados e medidas de segurança, para que em breve, possamos retomar ao curso normal das atividades. Sendo assim, é imperioso resguardar a integridade física de todos aqueles usuários do transporte público mediante a adoção de todas as medidas necessárias para evitar a contaminação. No presente momento, com o retorno parcial das atividades, o fluxo de passageiros aumentou consideravelmente comparado com o período no qual as frotas foram reduzidas como estratégia para diminuição da quantidade de passageiros a fim de prevenir a propagação do Covid-19", salienta o vereador.

Prefeitura avaliará documento

Entramos em contato com a Prefeitura Municipal de Varginha, por meio da Assessoria de Comunicação, que afirmou que "o requerimento está sendo avaliado e, por se tratar de um documento oficial, será encaminhado à Câmara Municipal com resposta", disse.

 

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