ET
de Varginha
Varginha,
MG, transformou-se na capital brasileira da ufologia desde que o
relato da visão de uma criatura estranha por três garotas
ultrapassou suas montanhas e
correu mundo. Elas garantem que atravessavam um
terreno baldio às 15h30 do sábado 20 de janeiro de 1996 quando,
a sete metros de distância, viram um ser marrom-escuro de pele
viscosa. Estava agachado, com os braços compridos entre as
pernas. Assustadas com a figura, que tinha olhos vermelhos e três
protuberâncias na cabeça, as garotas saíram em disparada. O
mais extraordinário contato de terceiro grau já relatado no
Brasil ganhou projeção ao ser associado a outros testemunhos e
até a mortes misteriosas.
O
Caso Varginha
Alguns
dias antes de 20 de Janeiro de 1996. Uma
movimentação de UFOs é detectada pelo sistema de rastreamento
por satélites dos EUA. Descobre-se que o foco das movimentações
é o Brasil, no Sul de Minas Gerais. As Forças Armadas
Brasileiras são alertadas.
Dia
13 de Janeiro de 1996, uma semana antes
dos principais acontecimentos em Varginha,o piloto de ultra-leve,
Carlos de Souza, de São Paulo, vê um artefato alongado e sem
asas a menos de 15 km do trevo que liga a Rodovia Fernão Dias à
estrada que dá acesso a Varginha. Passa a seguir visualmente o
objeto, que parecia em dificuldades, alternando altitude e rota,
com uma abertura em sua parte anterior de onde saía uma névoa.
Na direção de Belo Horizonte, após 10 km do trevo de Varginha,
observa que o objeto desaparece atrás de morro, na Fazenda
Maiolini. Tomando a estrada sem asfalto, vê vários destroços
metálicos sendo recolhidos no pasto por Militares. No local havia
dois caminhões, um helicóptero e uma ambulância do exército.
Um
pedaço maior do objeto acidentado, do tamanho de um automóvel,
é colocado na carroceria do caminhão. Milhares de pequenos
pedaços e destroços espalham-se pelo pasto. Carlos de Souza é
abordado por militares pedindo que se retire do local e “esqueça
do que viu”. Voltando ele pára num posto de gasolina e é
novamente abordado por dois homens, que aconselham-no a não
comentar, com quem quer que seja, o que presenciou.Esse depoimento
não foi confirmado por outros, ficando isolado, após as
investigações dos ufólogos nas fazendas, sítios e casas
daquela região.
20
de Janeiro de 1996, por volta de uma da
madrugada. A Sra. Oralina Augusta de Freitas sai na janela da sede
da fazenda de propriedade do Sr. Castilho, situada a 10 km de
Varginha, à beira da rodovia que liga a cidade à Fernão Dias. O
gado estoura, correndo em disparada. Ela observa um artefato
alongado, que soltava uma névoa de uma parte que parecia “rasgada”,
à frente da fuselagem.
Grita pelo marido, Eurico Rodrigues de Freitas, que dormia. Eurico
também avista o objeto, que pairava sobre o pasto a no máximo
cinco metros. Para percorrer um espaço de aproximadamente 500
metros, o objeto leva quase quarenta minutos. E desaparece após o
morro, na direção da cidade.
20
de Janeiro de 1996, 8:30 hs. Seis
homens do Corpo de Bombeiros de Varginha dão busca a um “bicho”
avistado por alguns populares, primeiramente na base de uma
construção, no Bairro Jardim Andere. Depois, a “criatura” é
avistada movendo-se lentamente, na direção de um eucaliptal
pertencente ao Sr. José Gomes, após a linha férrea, no grande
pasto nos fundos do Jardim Andere.
Um
homem, o operário de construção Henrique José, testemunhou
todo o incidente do terraço de uma casa vizinha ao parque e mais
tarde, contou aos investigadores que quatro bombeiros encurralaram
a criatura com suas redes, aprisionaram-na em uma caixa de madeira
e depois a entregaram aos militares.
Após cerca de duas horas de procura, Bombeiros localizam o “ser”
e o apanham numa rede para captura de animais. Um caminhão de
transporte de tropas da Escola de Sargentos das Armas, também
está no local. A “criatura” é colocada numa caixa na
caçamba, coberta por pano ou lona e emite uma espécie de
zumbido.
O caminhão sai em disparada para Três Corações e entra na
Escola de Sargentos das Armas.
20
de Janeiro de 1996, por volta de 13 hs.
O Sr. “X”, que fazia caminhada pela região do final do Jardim
Andere e pelos pastos das proximidades, avista seis homens com
trajes militares em formação de busca, portando fuzis
automáticos e outras armas, exatamente próximo do eucaliptal
onde se dera a primeira captura.
Correndo em busca de um ponto melhor de observação, o Sr. “X”
ouve três tiros de fuzil.Logo depois avista aqueles homens
subindo pelos terrenos anteriores ao pasto, carregando dois sacos.
Num deles algo se mexia.
20
de Janeiro de 1996, 15:30 horas.
Liliane Fátima Silva (16 anos na época), sua irmã Valquíria
Aparecida Silva (14) e Kátia Andrade Xavier (22), tentam caminho
mais curto para o bairro Santana, vizinho ao
Jardim Andere. Ao passarem ao lado de uma oficina mecânica, na
Rua
Benevenuto Braz Vieira, duas quadras acima do pasto e eucaliptal,
param surpresas diante de uma “criatura” cuja pele brilha como
se estivesse bezuntada com óleo. O “ser”, de olhos vermelhos
e arredondados, saltando para fora das órbitas, sem pupila e
íris, agachado ao lado do muro da oficina mecânica, volta
lentamente a cabeça na direção das garotas. Elas não se
recordam de características de boca e nariz daquele “ser”.
Com veias arroxeadas e saltadas à altura das espáduas, com
longos e finos braços e pés enormes, traz na caixa craniana
avantajada três protuberâncias, dando a impressão de chifres.As
três garotas gritam e disparam em direção à sua residência,
onde chegam em prantos e em pânico.
20
de Janeiro de 1996, 17:30 hs. Uma chuva
torrencial com queda de granizo amedronta a população. Depois do
temporal dois militares chegam ao terreno onde as três garotas
tinham avistado o estranho ser. Algo com cabeça, tronco e
membros, passa pela frente do automóvel e tenta esconder-se no
pasto.
O policial Marco Eli Chereze, 23 anos, corre e agarra a criatura
pelo braço, colocando-a no banco traseiro do carro e levando para
o Hospital Regional. A movimentação da Polícia, Bombeiros e do
Exército causa histeria no hospital, onde doentes são
transferidos de alas e funcionários instruídos a se
calarem.
21
de Janeiro de 1996, madrugada. O “ser”
é transferido para o Hospital Humanitas, em ambulância, sem
alarde. Do Humanitas o “material” é retirado na segunda-feira
seguinte, dia 22, por volta de 17:30 horas.
A
“criatura” está morta. O transporte começa com a colocação
do “ser” numa caixa de madeira, coberta por lona plástica e
colocada na caçamba de um caminhão de transporte de tropas, cuja
traseira estava no portão dos fundos do hospital. Vários
veículos militares e alguns civis fazem parte do comboio. Pessoas
trajadas com roupas brancas e máscaras médicas, estão
presentes.O ser exala um insuportável cheiro de amoníaco.
O comboio parte para a cidade de Três Corações e para dentro da
Escola de Sargentos das Armas.
Dia
23 de Janeiro de 1996,
às cinco da manhã. O mesmo comboio parte para Campinas-SP,
conduzindo duas cargas. O cadáver retirado do Hospital Humanitas
e uma caixa ventilada contendo algo vivo. Após parada na Escola
Preparatória de Cadetes, em Campinas, outros veículos militares
conduzem o “material” para as instalações da UNICAMP.
Durante uma semana uma equipe de pesquisadores e cientistas cuida
de análises, exames e testes nas “criaturas”. Dela faz parte o conhecido médico legista Prof. Fortunato Badan Palhares. Trabalhos são realizados no “material” inclusive em um laboratório com instalações modernas. Não se sabe o destino de tais “seres” após Campinas.
Em
7 de fevereiro de 1996, Marco Eli
Chereze submete-se a uma cirurgia para retirar uma pústula da
axila direita. Com fortes dores e início de paralisação, é
internado e morre oito dias depois, de tromboembolia séptica
pulmonar, conforme conclusão de necropsia. No sangue é detectada
a presença de 8% de cultura desconhecida, uma vez que o policial
fora vítima de infecção generalizada.
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