Notícias | Cidades
23/12/2010 - 10:31:32
Produtores de alho comemoram a safra em Minas Gerais
Canal Rural

Clima seco na época de colheita, entre julho e setembro, ajudou na qualidade do produto.

A maioria dos produtores está preparando as sementes para a próxima safra. O clima seco na época de colheita, entre julho e setembro, ajudou na qualidade do produto.

"Este ano o clima foi muito bom para a produção de alho principalmente pós colheita o tempo se manteve firme. Bom para a qualidade de pele e coloração do alho", diz o agrônomo Nario Hatasa.

Cinco municípios respondem por 84% da produção mineira de alho que está concentrada na região do alto Paranaíba. É onde estão os produtores mais tecnificados. Isso explica as boas médias de produtividade variando entre 15 e 17 toneladas por hectare bem acima da média nacional que não passa de oito toneladas por hectare.

Jose Freud mostra a qualidade do alho que produziu. Ele conseguiu superar a produtividade média, colheu mais de 18 toneladas por hectare. Com a produção garantida e o mercado desabastecido não teve dúvidas: segurou 15% para semente e vendeu o restante 30 dias antes do normal.

"Normalmente, a venda é feita no final de dezembro, e este ano terminamos no final de novembro. A remuneração da atividade é comum não tem nada de extraordinário. Se você pensar somente este ano, sim, pode achar que é um negócio extraordinário, mas na média ao longo dos anos isso ajudou a dar uma estabilidade apenas", explica o produtor José Freud.

Minas Gerais responde por 25% da produção de alho do país, dividindo a liderança com o Estado de Goiás. A safra mineira acaba de ser finalizada. Os produtores comemoram os bons preços e já preparam as sementes para a próxima safra. O alho importando da China é ainda o maior desafio do setor.
O Brasil produz apenas 30% do que consome. O restante vem principalmente da China. Uma briga antiga. Existe uma taxação antidumping que vale até 2012 no valor de US$ 0,52 por quilo de alho chinês. Mesmo assim. as importações só crescem.

"A China é o maior produtor mundial e com isso ela tem um volume muito grande de produção. Mesmo com a instituição da tarifa antidumping, tem conseguido ganhar mercado no Brasil. Temos o custo de produção mais alto e logicamente com o custo mais alto. Sem a tarifa a nossa produção seria inviabilizada", diz o produtor rural Jorge Kiryu.

O produtor explica que bastou uma queda na produção chinesa este ano para os preços subirem. No ano passado o melhor preço pago ao produtor brasileiro foi de R$ 4,50 pelo quilo. Nesta safra, o pico de preço passou de R$ 8. Isso serviu de estímulo, as previsões apontam para um aumento de 60% na área plantada do próximo ano. Uma preocupação a mais com a entrada de aventureiros que podem forçar os preços para baixo.

"O alho exige um investimento em estrutura pós colheita muito grande  isso pode trazer um insucesso principalmente para os novos produtores que  estão entrando no ramo e não estão preparados para receber todo este volume de produção e isso pode trazer danos aos mercados ", diz Kiryu.


 

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